Em 1º payroll após shutdown, EUA criam 119 mil empregos em setembro

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Pessoa assina ficha para vaga de emprego nos Estados Unidos - Metrópoles - Foto: Getty Images

A economia dos Estados Unidos registrou a criação de 119 mil novas vagas de emprego fora do setor agrícola em setembro, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (20/11) pelo Departamento do Trabalho do governo norte-americano.

Trata-se do chamado “payroll”, um indicador econômico mensal dos EUA que mostra a evolução do emprego no país fora do setor agrícola.

O relatório, divulgado pelo Bureau of Labor Statistics (BLS), é considerado determinante para as avaliações sobre o desempenho da economia norte-americana.

Setembro interrompeu uma sequência de quatro meses consecutivos em que os empregos criados ficaram abaixo de 100 mil nos EUA. Também foi a primeira divulgação do relatório desde o fim do shutdown – a paralisação de diversos setores da máquina governamental, que durou mais de 40 dias e foi a maior da história do país.


O que aconteceu

  • Os EUA registraram a criação de 119 mil vagas de emprego fora do setor agrícola em setembro.
  • O resultado veio bem acima das projeções do mercado, que indicavam a criação de 53 mil vagas.
  • A taxa de desemprego foi de 4,4%.
  • Em agosto, o “payroll” mostrou o fechamento de 4 mil vagas no país (dado revisado) e uma taxa de desemprego de 4,3%.

Por que o dado é importante

A força do mercado de trabalho nos EUA é um dos componentes considerados pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) para definir a taxa de juros e esfriar a demanda na economia a fim de combater a inflação.

Analistas temem que uma possível aceleração do mercado de trabalho nos EUA leve a um novo aperto da política monetária pelo Fed. Nesse sentido, dados mais fracos do “payroll” poderiam ser até considerados positivos, por sinalizarem maior espaço para a queda dos juros – embora também exista a preocupação em relação a uma retração excessiva da maior economia do mundo.

Atualmente, a taxa de juros nos EUA está no intervalo entre 3,75% e 4% ao ano, depois de dois cortes seguidos de 0,25 ponto percentual. A próxima reunião do Fed para definir a taxa de juros, a última do ano, está marcada para os dias 9 e 10 de dezembro.

De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de manutenção dos juros por parte do Fed no próximo mês está em 58,4%. Hoje, 41,6% dos investidores apostam em uma nova redução de 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano.

A taxa de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Segundo dados do Departamento do Trabalho, a inflação nos EUA ficou em 3% em setembro, na base anual. Na comparação mensal, o índice foi de 0,3%.

A meta de inflação nos EUA é de 2% ao ano. Embora não esteja nesse patamar, o índice vem se mantendo abaixo de 3% desde julho de 2024.

Payroll de outubro só sairá em dezembro

O governo dos EUA informou que o relatório oficial de emprego referente ao mês de outubro só será publicado no dia 16 de dezembro, mais de uma semana depois da data prevista inicialmente.

O BLS vai incorporar os números ao relatório de novembro, que será divulgado após a última reunião do Fed em 2025. O órgão não conseguiu coletar todos os dados de outubro devido à paralisação do governo dos EUA.

É a primeira vez em pelo menos 30 anos que a agência deixa de publicar um relatório mensal de empregos na data prevista.

Fonte: Metrópoles

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