Corrida ao Senado em SP esquenta com embate sobre naturalidade dos candidatos/ Foto: Reprodução
As candidatas ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) usaram a propaganda eleitoral no rádio nesta segunda-feira (31) para enfatizar suas relações com o eleitorado paulista. A movimentação das postulantes do campo da esquerda ocorre em resposta às investidas de adversários políticos, que questionam o fato de nenhuma das duas ser natural do estado.
No programa veiculado pela manhã, Simone Tebet apresentou seu histórico público — que inclui mandatos de prefeita em Três Lagoas (MS), vice-governadora de Mato Grosso do Sul, deputada estadual e ministra de Estado. Ao mencionar a disputa pela Presidência da República em 2022, a candidata ressaltou que São Paulo foi o estado onde obteve sua maior votação expressiva.
Marina Silva também relembrou marcos de sua vida política, destacando ter sido a senadora mais jovem da história do país ao se eleger aos 36 anos, na década de 1990. A ex-ministra salientou ter recebido o título de cidadã paulistana concedido pela Câmara Municipal de São Paulo em 1995 e resgatou a eleição de 2022, quando conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados representando o eleitorado paulista.
A ofensiva contra a origem das candidatas ganhou tração no último sábado (29), em evento de campanha na zona oeste da capital. O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e candidato ao Senado André do Prado (PL), apoiado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou publicamente a naturalidade das adversárias.
“Com todo respeito às candidatas da esquerda, [elas] têm as suas histórias, mas não com São Paulo”, afirmou Prado. “São Paulo precisa de pessoas conectadas com São Paulo. E eu e Derrite [Guilherme Derrite (PP), também candidato ao Senado] estamos conectados com os problemas, com as necessidades da população.”
O questionamento sobre a territorialidade das candidatas repete o tom adotado pelo próprio governador Tarcísio de Freitas, que é nascido no Rio de Janeiro. Em julho, Tarcísio criticou as pretensões eleitorais das ex-ministras no estado. “Elas não começaram a fazer política em São Paulo, não elegeram esse Estado para servir. Foram servir o Mato Grosso do Sul e o Acre, e levaram o cartão vermelho do Mato Grosso do Sul e do Acre. Se fossem concorrer por lá, lá não seriam eleitas”, declarou o governador na ocasião.
À época das declarações de Tarcísio, Simone Tebet rebatia a fala apontando incongruências no discurso do governador em relação ao seu próprio histórico eleitoral.
“Sou corintiana, não flamenguista, e pago imposto em São Paulo há 10 anos. Não precisei dar endereço alheio para me candidatar”, disse Tebet, em referência às controvérsias enfrentadas pelo governador carioca sobre o registro de seu domicílio eleitoral durante a campanha de 2022.
Redação ContilNet







