O ambiente de folga decorrente da pausa nos calendários de clubes para a disputa das seleções ganhou um capítulo polêmico envolvendo um dos principais nomes do elenco do Flamengo. O volante Erick Pulgar voltou a ser o centro das atenções no noticiário internacional ao recusar o chamado para defender a Seleção do Chile na data reservada para confrontos preparatórios.
A ausência do meio-campista na listagem oficial gerou forte repercussão e cobranças por parte da imprensa e dos torcedores chilenos. Diante do cenário de dúvidas, o técnico interino da equipe nacional, Nicolás Córdova, utilizou o espaço de uma entrevista coletiva para esclarecer os fatos e expor a decisão tomada pelo jogador rubro-negro.
A Posição do Comandante: “Ele sempre esteve na disputa por uma convocação. Acho que ele é um dos jogadores mais importantes que temos no exterior atualmente, jogando em altíssimo nível. Ele, por motivos pessoais, preferiu recusar”, declarou Nicolás Córdova.
O motivo da recusa: Foco em jogos oficiais e críticas ao interinato
A decisão de Pulgar de desfalcar La Roja nos amistosos agendados contra as seleções de Portugal e da República Democrática do Congo, nos dias 6 e 9 de junho, possui uma forte estratégia de bastidores. De acordo com as apurações jornalísticas da imprensa chilena repercutidas pela rede de jornalismo esportivo da Band, o atleta não deseja desgastar o seu período de descanso com testes táticos de curto prazo.
Conforme as informações logísticas compartilhadas na cobertura da Band, o posicionamento do volante está amparado nos seguintes pontos:
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Evitar jogos experimentais: Pulgar avalia que, por conta de o Chile estar sob o comando de um treinador interino, as partidas contra Portugal e RD Congo servirão apenas como laboratório de testes;
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Foco no longo prazo: O meio-campista do Flamengo sinalizou que não pretende “perder tempo” nesta fase de transição, mas assegurou que estará totalmente à disposição para defender o país em competições oficiais ou assim que a federação oficializar um técnico definitivo para o ciclo.
Chile fora dos planos da elite do futebol mundial
O cenário de reformulação e interinato na comissão técnica reflete a grave crise estrutural que atinge o futebol chileno nos últimos anos. Como bem relembra o monitoramento esportivo da Band, a Seleção do Chile não conseguiu garantir o seu passaporte para a disputa da Copa do Mundo.
A equipe amargou uma campanha desastrosa nas eliminatórias sul-americanas, terminando a fase de classificação na última posição da tabela, acumulando apenas duas vitórias e somando tímidos 11 pontos. Com o vexame, o jejum da equipe em Mundiais se estende, já que a última aparição da badalada “geração de ouro” chilena ocorreu em solo brasileiro, na temporada de 2014.
Conteúdo Original / Fonte: Redação, ContilNet








