Os Estados Unidos preparam a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre mais de 4 mil produtos importados do Brasil. A medida deve atingir aproximadamente US$ 15 bilhões em exportações brasileiras por ano, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Entre os produtos que podem ser alcançados pela nova cobrança estão açúcar de cana, etanol, tabaco, ferro-gusa e molduras de madeira. A relação completa dos itens ainda deverá ser divulgada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
Produtos importantes na relação comercial entre os dois países, como café, carne bovina, terras raras e peças de aeronaves, devem permanecer fora da nova tarifa. Petróleo, medicamentos, fertilizantes, frutas e alguns metais também aparecem entre as exceções previstas.
A medida é fundamentada na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos. A investigação aberta pelo governo norte-americano atribuiu ao Brasil supostas práticas comerciais consideradas prejudiciais, incluindo questões relacionadas ao Pix, à propriedade intelectual, ao mercado de etanol e ao desmatamento ilegal.
O governo brasileiro rejeitou as acusações e afirmou que os argumentos apresentados durante as negociações não foram considerados pelos Estados Unidos. Conforme fontes ouvidas pela Reuters, representantes dos dois países realizaram várias reuniões nas últimas semanas, mas não chegaram a um acordo.
A nova tarifa poderá ser somada a outra cobrança de 12,5%, que está em análise em uma investigação relacionada ao trabalho forçado nas cadeias produtivas de diferentes países. Caso as duas medidas sejam aplicadas, determinados produtos brasileiros poderão enfrentar uma taxação adicional de até 37,5%.
A informação sobre a preparação da tarifa foi confirmada pela Reuters. Até a última atualização, o ato oficial com a lista definitiva dos produtos não havia sido localizado nos canais do USTR.
Conteúdo Original / Fonte: Com informações Hugo Gloss







