Os Estados Unidos realizaram, nesta terça-feira (17), ataques com bombas de penetração profunda contra posições militares do Irã ao longo do Estreito de Ormuz. A operação foi confirmada pelo Comando Central dos Estados Unidos.
Segundo o comunicado, as forças americanas atingiram baterias de mísseis antinavio instaladas em áreas fortificadas próximas à costa iraniana. Esses armamentos eram considerados uma ameaça à navegação internacional na região.
O objetivo da ofensiva é reabrir o Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. A via permanece fechada desde o início do conflito, após ações militares envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
O fechamento da rota marítima tem impactado o mercado internacional, com reflexos diretos no aumento dos preços do petróleo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia solicitado apoio de aliados europeus e asiáticos para reabrir a passagem, mas enfrentou resistência. Posteriormente, afirmou que o país poderia agir de forma independente, criticando a postura da Organização do Tratado do Atlântico Norte.
Ainda nesta terça-feira, a escalada de tensão foi ampliada com novos confrontos entre Irã e Israel. Um ataque israelense resultou na morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã.
Em resposta, o Irã lançou mísseis contra território israelense, incluindo áreas próximas ao gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em Jerusalém. As Forças de Defesa de Israel confirmaram a ofensiva e orientaram a população a buscar abrigo.
As bombas utilizadas pelos Estados Unidos são projetadas para atingir estruturas subterrâneas, sendo capazes de penetrar profundamente antes da detonação. Esse tipo de armamento é utilizado em operações contra alvos fortificados, como instalações militares e nucleares.
O cenário mantém elevada a tensão no Oriente Médio, com riscos de impacto global, especialmente no setor energético e na segurança da navegação internacional.
Fonte: Contilnet







