Após confirmação de novos casos de febre amarela em São Paulo, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) divulgou um vídeo reforçando a importância da vacinação contra a doença.
No vídeo, a Dra. Rosana Richtmann, coordenadora do Comitê de Imunizações da SBI, destaca que já são nove casos da doença em 2026, com registro de morte.
“Sabemos que a febre amarela tem uma taxa de letalidade bastante elevada e daí a regra para a febre amarela, não temos nenhuma dúvida que chama-se vacinação. A vacina é disponível na rede pública para todos os brasileiros, o esquema para as crianças é a primeira dose em nove meses, a segunda dose aos 4 anos de idade e a partir dos 5anos é dose única para todos entre 5 e 59 anos, dose única da vacina”, disse.
A febre amarela é uma doença grave e a principal forma de prevenção continua sendo a vacina, disponível gratuitamente na rede pública. Manter o esquema vacinal atualizado é essencial para garantir proteção, especialmente em áreas com circulação do vírus.
“Lembrando que aqueles que tomaram dose fracionável em 2018, naquele último surto que nós tivemos, deve fazer uma dose cheia exatamente para estar protegido contra a febre amarela”, afirmou.
“Informe-se, converse com o seu médico, existem algumas contra indicações por ser uma vacina. Vacina de vírus vivo, por exemplo, em gestantes, situações especiais, quem está amamentando, quem está fazendo algum tratamento imunossupressor, mas eu insisto, a única forma de fato a gente prevenir a febre amarela é através de vacinação. Cheque se você foi vacinado, caso contrário, procure o serviço de saúde”, finalizou.
De acordo com uma nota técnica do Ministério da Saúde, divulgada em 2025, “em contextos de surto, alto risco epidemiológico e emergência em saúde pública, o DPNI recomenda a intensificação da vacinação contra a febre amarela na população idosa a partir de 60 anos de idade, residente ou que irá se deslocar para áreas com transmissão ativa da doença”, diz.
A nota afirma que para a vacinação dessa população deve ser considerada a avaliação de risco associado a comorbidades, a presença de condições autoimunes ou de imunossupressão, e o uso de medicamentos que contraindique a aplicação da vacina.
Em áreas com recomendação de vacinação ou área com recomendação temporária de vacinação:
- Pessoa a partir de 60 anos (vacinada): não administrar nenhuma dose. Considerar vacinada.
- Pessoa a partir de 60 anos (não vacinada): Deverá ser vacinada se for se deslocar para área com transmissão ativa da doença (com pelo menos 10
dias de antecedência) ou se residir no local. Nesses casos a vacinação deve ser precedida por uma avaliação individualizada, realizada pela equipe local (Estratégia de Saúde da Família, equipe de vacinação, médico do cidadão ou outro profissional de saúde), considerando o risco de exposição ao vírus da febre amarela e as condições clínicas do paciente, verificando se a pessoa se enquadra nas contraindicações antes de administrar a vacina.
Fonte: Contilnet








