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Federação PSB/PDT pode criar impasse para base de Mailza no Acre; entenda

Sigla é comandada no Acre pelo deputado Luis Tchê/Foto: Reprodução

A possível federação entre PSB e PDT pode gerar dificuldades para a governadora reeleita Mailza Assis (PP) na composição de sua base política no Acre. As duas siglas estiveram em campos opostos na eleição estadual de 2026: enquanto o PDT integrou a aliança que apoiou Mailza, o PSB lançou o médico Thor Dantas como candidato ao governo.

A discussão ganhou um novo capítulo nesta semana, quando o Diretório Nacional do PDT aprovou uma resolução que autoriza a Executiva Nacional a negociar federações, fusões ou incorporações com outras legendas. Entre as alternativas em discussão, a união com o PSB foi apontada como prioridade.

O acordo, porém, ainda não está fechado. A decisão permite que a direção nacional avance nas conversas e prepare uma proposta para ser discutida nos próximos meses. No Acre, a possibilidade levanta uma questão: como o PDT manteria sua relação com o grupo governista caso passe a dividir a mesma estrutura partidária com uma legenda que disputou o governo contra Mailza?

Tchê fica diante de um novo cenário

O presidente estadual do PDT, deputado Luiz Tchê, mantém uma relação política com o grupo governista. Ele comandou a Secretaria de Agricultura durante a gestão de Gladson Cameli e permaneceu no cargo após Mailza assumir o governo.

Durante a campanha de 2026, reafirmou o apoio do partido à candidatura da governadora.

Esse histórico torna as negociações nacionais relevantes para o futuro do PDT no Acre. Se a federação com o PSB avançar, Tchê terá de lidar com uma nova configuração partidária, reunindo lideranças que apoiaram candidaturas diferentes na disputa pelo Executivo estadual.

Uma eventual federação não significa, necessariamente, um rompimento imediato com Mailza. As regras e os acordos políticos da nova estrutura ainda precisariam ser definidos. O desafio seria conciliar a aliança construída pelo PDT no estado com a presença de um partido que fez oposição à governadora durante a eleição.

Decisão deve avançar em 2027

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, apontou a federação com o PSB como o caminho preferencial, mas não descartou conversas com outras legendas, como Avante, PRD, Solidariedade, PSDB, Cidadania, PSOL e Rede.

A direção partidária prevê um encontro em janeiro de 2027, em Niterói (RJ), para aprofundar as discussões sobre o futuro da sigla. A proposta de federação deverá envolver definições políticas, programáticas e estatutárias. O PSB também manifestou abertura às negociações.

Até que haja uma decisão, o cenário no Acre permanece indefinido. Caso a união se concretize, as lideranças locais terão de negociar como ficará a atuação conjunta de partidos que estiveram em lados opostos na eleição estadual.

Para Mailza, a questão será acompanhar como o PDT se posicionará diante da nova configuração e se a aliança firmada durante a campanha poderá ser mantida. O resultado dependerá dos termos do eventual acordo e das decisões que as direções partidárias tomarem sobre a atuação da federação nos estados.

Fonte: Contilnet

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