O ex-governador do Acre e pré-candidato ao Senado, Gladson Cameli (Progressistas), comentou durante entrevista ao ac24horas na noite deste sábado, 08, na Expoacre 2026, a declaração do senador Flávio Bolsonaro sobre a disputa ao Senado pelo Acre. Flávio declarou apoio à ex-deputada federal Mara Rocha e ao senador Marcio Bittar.
Durante a entrevista, Gladson afirmou que votará em Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência da República, mas ressaltou que não se considera obrigado a pedir votos para o senador durante a campanha eleitoral.
Cameli explicou que havia declarado anteriormente seu posicionamento em um cenário no qual existia a possibilidade de a senadora Tereza Cristina integrar a chapa presidencial como candidata a vice. “Há uma diferença de uma semana atrás, na hora que eu declarei. Naquele momento existia a possibilidade de a senadora Tereza Cristina, que foi ministra da Agricultura e com quem trabalhei muito bem durante a gestão dela, compor a chapa como vice. Naquele momento eu declarei”, explicou.
O ex-governador afirmou que sua decisão não está condicionada ao apoio recebido de outros grupos políticos e lembrou que, em eleições anteriores, também não teria contado com o apoio de integrantes do grupo ligado a Bolsonaro. “Não é porque o Flávio tem um candidato A ou B. Lá atrás, eles também não me apoiaram. O Bolsonaro estava em outro partido e não foi por isso que deixei de ter a minha posição”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de pedir votos para Flávio Bolsonaro durante a campanha, Gladson afirmou que pretende votar no senador, mas ressaltou que não considera existir uma obrigação de pedir votos para determinado candidato. “Eu, como eleitor, voto no Flávio Bolsonaro. Mas, independentemente de quem seja o presidente da República, acabou a eleição, eu vou estar em Brasília batendo na porta dele, seja quem for, pedindo apoio para o Acre”, declarou.
O ex-governador disse ainda que pretende manter uma postura de diálogo institucional com o futuro presidente, independentemente de quem seja eleito. “Vou me colocar à disposição para a gente pensar em um Brasil melhor cada vez mais”, afirmou.
Cameli também destacou que respeita a escolha individual do eleitor e afirmou que voto não pode ser imposto.
“Com toda a certeza [Não há obrigação de pedir votos]. Eu sempre respeitei. Voto você não obriga. Você conquista, você pede. Quem votar no Lula, quem votar no Gladson, não tem problema. Eu até agradeço”, disse.
Segundo ele, o eleitor tem liberdade para escolher seus candidatos e não é possível “tirar voto” de alguém. “Eu não tenho mais obrigação, mas eu vou votar nele [ao ser respondido se pediria votos para Flávio]. Você não tira voto de ninguém. Você não tem essa obrigação”, acrescentou.
Saimo Martins







