Golpe do cartão faz 22 mil vítimas na capital em um ano, revela pesquisa

Golpe do cartão faz 22 mil vítimas na capital em um ano, revela pesquisa

Mesmo após sofrer prejuízos com fraudes em cartões de crédito, a maior parte dos moradores de Rio Branco não registra boletim de ocorrência. É o que revela a Pesquisa de Vitimização realizada na capital acreana, que investigou os impactos da violência e dos crimes no dia a dia da população.

Segundo o levantamento, 8,3% dos moradores com mais de 16 anos afirmaram ter sido vítimas de fraude em cartão de crédito nos últimos 12 meses. O percentual representa uma estimativa de 22.738 pessoas afetadas por esse tipo de crime na cidade.

Apesar da quantidade expressiva de casos, apenas 22,7% das vítimas procuraram uma delegacia para formalizar a denúncia. Em contrapartida, 77,3% não registraram ocorrência, o que corresponde a cerca de 17.576 moradores.

Entre os motivos apontados para a falta de denúncia está a percepção de que o boletim de ocorrência não ajudaria a recuperar o dinheiro perdido ou identificar os responsáveis pelo golpe. Em algumas situações, as próprias instituições bancárias emitem alertas e orientações aos clientes, fazendo com que as vítimas não vejam necessidade de procurar a polícia.

O estudo também identificou o perfil das pessoas mais atingidas por esse tipo de fraude. Os registros são mais frequentes entre moradores na faixa dos 40 aos 59 anos, com maior nível de escolaridade e renda familiar considerada média.

A pesquisa faz parte de um trabalho que busca entender a relação dos moradores com a segurança pública e os diferentes tipos de violência que afetam a população. O levantamento foi encomendado pela Universidade Federal do Acre (Ufac) e executado pelo Instituto Pesquisas de Opinião (IPO), por meio da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino e Pesquisa Universitária no Acre.

Ao todo, 800 moradores das dez regionais de Rio Branco participaram do estudo entre os dias 24 de fevereiro e 6 de abril deste ano. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais e o nível de confiança chega a 95%.

Fonte: ContilNet

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