A força das águas do Rio Juruá deu lugar a uma força-tarefa de assistência. Nesta sexta-feira (24), o Governo do Acre colocou em curso mais uma etapa do plano de suporte às cidades devastadas pelas cheias de abril. Desta vez, o foco é Cruzeiro do Sul, onde um carregamento de 200 cestas básicas foi despachado para evitar o desabastecimento entre os moradores que perderam o acesso a itens básicos de sobrevivência.
A operação, coordenada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), responde a um grito de socorro do município, que ainda tenta gerir os danos causados pelo transbordo.
O drama das escolas-abrigos
A realidade no Vale do Juruá ainda é de transitoriedade. Atualmente, o governo monitora 270 pessoas que estão vivendo em salas de aula transformadas em dormitórios. São mais de 50 núcleos familiares incluindo comunidades indígenas que dependem exclusivamente da ajuda estatal para se alimentar.
A governadora Mailza Assis destacou que a entrega não é isolada, mas sim o resultado de um “planejamento estratégico” feito para suprir o vácuo deixado pelas águas, instruindo as prefeituras a mapearem as necessidades mais urgentes de cada localidade.
Um estado sob alerta
A situação de Cruzeiro do Sul é o retrato de uma crise maior que atinge seis cidades do Acre. Desde 5 de abril, o Decreto nº 11.865 oficializou o estado de emergência de nível II, um dispositivo jurídico que permite ao poder público furar a burocracia para salvar vidas.
As bacias dos rios Envira, Abunã, Purus e Tarauacá transbordaram após semanas de chuvas implacáveis, afetando diretamente uma massa de 40 mil acreanos. Com a medida emergencial, o fluxo de recursos para áreas urbanas e ribeirinhas ganha agilidade, garantindo que o suporte humanitário chegue antes que a vulnerabilidade social se torne irreversível nessas regiões.
Fonte: ContilNet







