Grupo neonazista planejava explodir o Palácio do Planalto com Lula dentro

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Presidente Lula, candidato à reeleição/Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Alvos mantinham conversas no Telegram com manuais de fabricação de explosivos, custos de ataques e maquetes digitais do Palácio do Planalto.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), deflagrou a Operação Rede Interrompida para desarticular uma célula extremista e neonazista.

O grupo utilizava o aplicativo Telegram para organizar planos de invasões e ataques violentos contra prédios públicos em Brasília, incluindo o Palácio do Planalto e estruturas ligadas ao processo eleitoral.

Segundo as investigações conduzidas pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento da PCDF, os integrantes articulavam-se exclusivamente de forma virtual, sem contato presencial, reunindo centenas de usuários em canais de propagação de ódio.

“Não eram práticas inocentes. O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios”, declarou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, ao comentar o alcance do monitoramento digital.

Mapeamento de prédios públicos e manuais de explosivos

De acordo com os detalhes do inquérito policial, as provas coletadas demonstraram um nível avançado de planejamento e radicalização:

  • Plantas e Maquetes: O grupo compartilhava plantas arquitetônicas, modelos tridimensionais e mapas do Eixo Monumental. Segundo a PCDF, trocavam-se mensagens analisando possíveis rotas de entrada e saída no Palácio do Planalto.

  • Instruções de Ataque: Foram identificados manuais com passo a passo para a fabricação de coquetéis Molotov e artefatos explosivos, com cálculos de custos e insumos necessários.

  • Mandados em Cinco Estados: As equipes policiais cumpriram oito mandados de busca e apreensão nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

  • Perfil dos Investigados: Os alvos identificados têm entre 19 e 31 anos. Dispositivos eletrônicos, mídias digitais e materiais de apologia ao nazismo foram apreendidos para perícia.

O que foi a Operação Rede Interrompida?

Foi uma ação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) com o Ministério da Justiça para desarticular um grupo extremista virtual que discutia ataques a prédios públicos em Brasília.

Houve prisões durante o cumprimento dos mandados?

A fase inicial da operação focou no cumprimento de mandados de busca e apreensão para recolher provas, analisar eletrônicos e identificar a extensão da rede.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet

Redação ContilNet

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