Homem é preso por fingir ser outra pessoa em prova da Anac para piloto

Reprodução

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) identificou e frustrou uma tentativa de fraude durante a aplicação do exame teórico para piloto privado de helicóptero, na última quarta-feira (11/2). Um homem foi preso em flagrante em Campinas, interior de São Paulo, após ser flagrado utilizando uma identidade falsa para realizar a prova no lugar do verdadeiro candidato.

A irregularidade foi detectada pelo setor de inteligência da agência, que utilizou o cruzamento de dados e informações internas para prever a tentativa de falsificação. Assim que o suspeito iniciou o exame, fiscais confirmaram a fraude e acionaram a Polícia Federal (PF), que realizou a detenção imediata do indivíduo.

Punições rigorosas e falsidade ideológica

Além das sanções penais, a Anac informou que o rigor administrativo será aplicado tanto ao falsário quanto ao beneficiário da fraude. O homem detido responderá pelo crime de falsidade ideológica, enquanto ambos enfrentam processos que podem resultar em:

  • Multas Elevadas: Aplicação de sanções financeiras severas conforme o código de aviação.

  • Cassação de Licenças: Bloqueio e cancelamento definitivo de qualquer licença ou habilitação aeronáutica já existente.

  • Inabilitação: Proibição de realizar novos exames ou obter títulos junto à agência por tempo indeterminado.

A importância da “Banca da Anac”

O exame fraudado, popularmente conhecido no setor como “Banca da Anac“, é a porta de entrada para a carreira na aviação civil. Aplicada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a prova exige um aproveitamento mínimo de 70% em cada disciplina teórica essencial.

Em nota, o superintendente substituto de Pessoal da Aviação Civil, Elder Rodrigues, reforçou que a agência não tolera desvios que comprometam a lisura do processo. “Essa ação demonstra nossa capacidade em identificar fraudes que poderiam colocar em risco a segurança da aviação civil brasileira e a qualidade internacionalmente reconhecida dos nossos pilotos”, afirmou.

A cooperação entre a agência reguladora e a Polícia Federal segue ativa para monitorar e prevenir novas tentativas de burlar o sistema de avaliação técnica obrigatória no país.

Fonte: Metrópoles

Redigido por: ContilNet

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