Influenciadores digitais são denunciados por jogos de azar e lavagem de dinheiro no Acre

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da 15ª Promotoria de Justiça Criminal, apresentou duas denúncias criminais contra influenciadores digitais investigados por envolvimento na divulgação de jogos de azar e em esquemas de lavagem de dinheiro no estado.

Segundo o órgão, uma das denúncias está relacionada à promoção de plataformas de cassino online e inclui acusações de promoção de jogos de azar, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A segunda denúncia trata exclusivamente do crime de lavagem de dinheiro envolvendo recursos oriundos da exploração irregular de rifas digitais.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Fazendários da Polícia Civil do Acre. De acordo com o MPAC, os trabalhos começaram após a identificação de perfis em redes sociais utilizados para divulgar plataformas de apostas online, além da promoção de rifas e sorteios considerados irregulares.

Conforme apurado pela investigação, os influenciadores recebiam pagamentos fixos e também comissões proporcionais ao número de acessos e cadastros realizados por seguidores por meio de links promocionais compartilhados nas redes sociais. Os usuários eram direcionados para plataformas hospedadas, em sua maioria, em servidores localizados fora do Brasil e sem autorização legal para operar no país.

O Ministério Público informou ainda que uma das denunciadas teria movimentado aproximadamente R$ 5 milhões relacionados à divulgação dessas plataformas digitais.

Em relação às rifas online, a denúncia aponta que parte dos valores arrecadados teria sido utilizada em esquema de lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, a atividade movimentou mais de R$ 500 mil por meio da venda de bilhetes virtuais divulgados nas redes sociais. Em alguns casos, foi identificada a comercialização de quantidade de bilhetes superior ao número informado para os sorteios.

De acordo com o MPAC, os investigados teriam utilizado mecanismos para inserir os recursos obtidos de forma ilícita na economia formal, com estratégias de ocultação e dissimulação de valores, o que caracteriza o crime de lavagem de dinheiro.

Além das denúncias, o Ministério Público informou que firmou acordos de não persecução penal com alguns investigados, permitindo a recuperação de R$ 1.087.523,54 e a destinação de bens apreendidos durante as investigações.

Os recursos recuperados serão destinados, prioritariamente, ao fortalecimento da estrutura da Polícia Civil, do Ministério Público e de órgãos de inteligência e apoio técnico, com foco no aprimoramento das ações de segurança pública e justiça no Acre.

Fonte: ac24horas

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