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Juiz destaca desafios para garantir votação em comunidades isoladas

Neste domingo de eleições, a Justiça Eleitoral mantém uma operação para garantir o funcionamento das seções e o atendimento aos eleitores em Brasileia, Epitaciolândia e Assis Brasil, municípios que integram a 6ª Zona Eleitoral. Em entrevista ao ac24horas o juiz eleitoral José Leite de Paula Neto destacou os desafios da operação, especialmente para levar urnas e equipes a comunidades de difícil acesso.

Segundo o magistrado, a preparação para a votação começa dias antes nas localidades onde o deslocamento exige uma logística diferenciada.

“No período eleitoral, nessa reta final é onde tudo se acelera. Você acorda muito cedo, geralmente o cartão começa a soar às 3, 2 da manhã e vai até terminar as eleições. Os serviços nas EDA, aqueles que vão para o local de difícil acesso, saem muitos dias antes. Então é sempre um desafio”, afirmou.

Apesar da complexidade da operação, a avaliação sobre o andamento da votação na área urbana é de tranquilidade.

“No perímetro urbano, como um todo, a eleição está uma forma muito tranquila, até pela natureza da eleição, uma vez que as eleições gerais tendem a ser mais tranquilas do que as municipais, pela própria ausência de maior capilaridade”, explicou.

Além dos desafios logísticos, a Justiça Eleitoral também acompanha denúncias relacionadas a possíveis irregularidades durante a votação. O juiz informou que os relatos chegaram por meio do aplicativo Pardal e foram encaminhados aos órgãos responsáveis pela apuração.

“Nós tivemos algumas denúncias no nosso Pardal, que é o nosso sistema para denúncias em geral, onde nós pegamos essa denúncia e encaminhamos para a autoridade de investigação, para o Ministério Público e para vir direto também para a Polícia Federal. Então, tem várias investigações em andamento”.

Entre as situações fiscalizadas está o derramamento de santinhos nas proximidades dos locais de votação. Segundo o magistrado, a prática, recorrente a cada eleição, será reprimida.

“É algo muito delicado, pois também depende do consenso dos candidatos, mas é uma prática que todo ano se repete. Fica essa situação, esse lixo lá. Mas é algo que vai ser reprimido. Isso vai ter consequências”, afirmou.

Marcelina Freire

Com informações do ac24horas

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