O senador Sérgio Petecão (PSD), candidato à reeleição, afirmou nesta sexta-feira (7) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destinou mais recursos e apoio ao Acre do que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante seu mandato.
A declaração foi dada durante sabatina do ContilNet na Expoacre 2026. Petecão foi questionado sobre seu posicionamento na eleição presidencial, já que o PSD tem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência.
“O meu candidato é o Caiado. Eu tenho candidato, eu sou do PSD, você sabe disso. O PSD tem um candidato”, afirmou.
Apesar de declarar apoio a Caiado, Petecão fez uma distinção entre Bolsonaro e o bolsonarismo e disse não ter problemas pessoais com o ex-presidente.
“Eu fui vice-líder do Bolsonaro. Eu fui vice-líder do Bolsonaro. Eu não tenho nenhum problema contra o Bolsonaro. Nenhum, zero, zero problema. Fui deputado federal junto com ele”, disse.
Em seguida, o senador comparou os governos Lula e Bolsonaro em relação aos investimentos no Acre e citou a BR-364 como exemplo.
“Eu não posso negar que o presidente Lula ajudou muito mais o meu Estado do que o Bolsonaro”, afirmou.
Petecão também citou recursos destinados à agricultura familiar e a equipamentos entregues a cooperativas e produtores rurais.
“Eu ajudei a agricultura familiar porque o governo federal me deu condição. Eu não posso deixar de negar que todos os tratores e máquinas que eu estou entregando nessas cooperativas foi o governo federal que me deu as condições. No governo Bolsonaro eu não tive”, declarou.
O senador defendeu ainda que a população acreana não transforme todas as ações do poder público em uma disputa ideológica entre Lula e Bolsonaro. Para ele, o foco deve estar na chegada de investimentos e serviços ao estado, independentemente de quem esteja na Presidência.
“Se chegar aqui o ramal asfaltado, se for do Lula, vocês aceitam? O cara disse: aceito. Se for do Bolsonaro, você aceita? Aceito”, contou.
Petecão afirmou que, caso Caiado não vença a eleição presidencial, continuará buscando recursos para o Acre junto ao governo que assumir o Palácio do Planalto.
“Se lá o governo Flávio Bolsonaro se eleger, eu vou lá com o pires na mão pedir. Eu vi um parlamentar dizendo que não pega na mão do Lula. Como não pega na mão do Lula? Eu pego onde o Lula quiser, desde que ele me mande dinheiro para o Acre”, afirmou.
Ao justificar a postura, o senador disse que não coloca interesses políticos pessoais acima das demandas do estado.
“Eu não tenho vaidade política”, concluiu.
Matheus Mello, ContilNet






