Lula diz não ser “carnavalesco” e irá à escola de samba para agradecer

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1 de 1 Presidente Lula no Carnaval do Rio de Janeiro - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula (PT) avaliou a homenagem que a escola de samba Acadêmicos de Niterói fez a ele como “algo extraordinário”. O petista afirmou neste domingo (22/2) estar “grato” pela celebração da agremiação durante o Carnaval.

Questionado pelo Metrópoles, o chefe do Palácio do Planalto afirmou também que pretende visitar a escola para agradecer assim que retornar ao Brasil.

“Sinceramente, acho que a escola fez algo extraordinário, não cabia ao presidente dar palpite nos carros alegóricos, só cabia aceitar ou não, se ele queria ser homenageado, e sou muito grato à escola. Quando eu voltar para o Brasil, vou visitar a escola para agradecer a homenagem que eles prestaram à saga de dona Lindu, saindo de Garanhuns para São Paulo. Só isso”, declarou Lula.

A declaração do presidente foi feita durante coletiva de imprensa ao final de sua viagem à Índia.

O presidente evitou, no entanto, se posicionar sobre as críticas feitas por evangélicos à ala intitulada pela escola como “neoconservadores em conserva”, que levou à avenida pessoas fantasiadas de latas com rótulos estampando a imagem de uma família.

“Eu não penso. Assim, porque, primeiro, eu não sou carnavalesco. Eu não fiz o samba-enredo, não cuidei dos carros alegóricos. Eu apenas fui homenageado numa música maravilhosa. Foi uma pena que a minha mãe já tivesse morrido e não pudesse ver, porque, na verdade, a música é uma homenagem à minha mãe, é a saga dela de trazer a gente para São Paulo”, disse.

A ala repercutiu negativamente nas redes sociais gerando insatisfação entre evangélicos e opositores. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) classificaram a representação como “inaceitável” e “uma humilhação ao povo evangélico”. Em meio à crise com parte do segmento evangélico, o Palácio do Planalto tem orientado ministros e auxiliares a evitar rebater declarações e provocações da oposição, para que o tema perca força.

Fonte: Metrópoles

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