A líder política Marina Silva divulgou uma nota pública neste sábado (4) para comunicar sua decisão de permanecer na REDE Sustentabilidade. Após um período de reflexão sobre o atual quadro político do país, ela reafirmou o compromisso de trabalhar pela restauração dos princípios fundantes do partido e pela consolidação de um campo democrático plural.
Na nota, Marina destaca que sua escolha é coerente com a visão de fortalecer ecossistemas partidários que protejam a democracia de ataques autoritários. Além da permanência na legenda, ela confirmou que seguirá atuando de forma conjunta na federação liderada pelo PSOL, visando o fortalecimento de frentes populares que incluem siglas como PT, PSB, PDT e PV.
Divergências Internas e Disputa Judicial
Apesar de decidir ficar, Marina Silva não poupou críticas à atual direção da REDE. Ela apontou a existência de “práticas inadequadas ao convívio democrático” e mencionou que o segmento Rede Vive precisou recorrer à Justiça para garantir o respeito às regras internas. O texto cita que o 5º Congresso Nacional do partido chegou a ser anulado judicialmente por questionamentos do seu grupo político.
A ex-ministra lamentou que o atual cenário tenha provocado a desfiliação de nomes de peso, como os deputados Ricardo Galvão e Marina Helou, além de Joenia Wapichana, atual presidente da Funai.
Foco nas Eleições em São Paulo
Projetando o cenário eleitoral, Marina Silva colocou seu nome à disposição para representar a Federação PSOL-REDE na disputa pela segunda vaga ao Senado por São Paulo. A proposta é atuar ao lado de Simone Tebet (PSB), fortalecendo o palanque de Fernando Haddad para o governo paulista e de Lula para a presidência.
“A permanência na REDE é uma decisão política que reafirma o compromisso pela reeleição do Presidente Lula”, declarou a política, reforçando que seguirá lutando para que o partido retome sua condição de espaço para diferentes correntes de pensamento.
Fonte: Contilnet








