Moraes considerou o pedido prejudicado diante da suspensão das visitas familiares. — Foto: Reprodução
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou neste sábado (8) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que ele pudesse receber os filhos Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan durante o Dia dos Pais, celebrado neste domingo (9).
Na decisão, Moraes afirmou que as visitas de familiares a Bolsonaro estão suspensas por 30 dias desde 17 de julho. Segundo o ministro, permanecem autorizadas apenas visitas de médicos, fisioterapeutas e advogados.
A defesa havia solicitado o encontro na quarta-feira (5) e argumentado que a visita teria “caráter estritamente humanitário e familiar”. Os advogados também afirmaram que a reunião poderia ocorrer pelo período e nas condições determinadas pelo próprio ministro, sem interferir no cumprimento da pena ou das medidas cautelares impostas ao ex-presidente.
Moraes, porém, considerou o pedido prejudicado diante da suspensão das visitas familiares.
A restrição foi determinada após o ministro entender que uma carta de Bolsonaro, lida por Flávio nas redes sociais, teria violado as regras estabelecidas para a prisão domiciliar.
Além de Flávio, candidato à Presidência da República, Carlos Bolsonaro é candidato ao Senado por Santa Catarina, enquanto Jair Renan é vereador em Balneário Camboriú (SC) e candidato a deputado federal. Os três são filiados ao PL.
Flávio Bolsonaro também está proibido de se encontrar com o pai por 90 dias, período que se estende para além do primeiro turno das eleições. A medida ocorreu após Bolsonaro declarar, em mensagem divulgada pelo filho, que Flávio seria seu “porta-voz” e o candidato escolhido para representá-lo politicamente.
O ex-presidente cumpre prisão domiciliar em um condomínio no Jardim Botânico, em Brasília, após ser condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado. Ele vive no local com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha Laura e a enteada, Letícia.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que também é filho do ex-presidente, não foi incluído no pedido de visita. Ele está nos Estados Unidos desde o ano passado.
Conteúdo Original / Fonte: Folha de São Paulo
Redação ContilNet







