Em nota, novos defensores afirmam que estratégia jurídica segue sem alterações/ Foto: Reprodução
A alteração na equipe jurídica do empresário Augusto Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, provocou reação entre parlamentares e assessores do PT na noite de terça-feira (4/8). O movimento na defesa do investigado passou a ser acompanhado com atenção pela cúpula governista.
Augusto Lima possui proximidade com lideranças políticas da Bahia, seu estado de origem. Em apurações recentes, a Polícia Federal identificou um histórico de ao menos 74 ligações telefônicas entre o empresário e o senador Jaques Wagner (PT-BA).
A preocupação de aliados políticos aumentou após os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, do escritório que liderava a condução do caso, deixarem a representação jurídica do empresário.
Apesar do desligamento do grupo principal, Augusto Lima manteve na equipe os advogados Sebastián Mello e Eduardo Toledo, que assumiram a condução do processo.
Em nota oficial distribuída após as mudanças, os juristas confirmaram o desligamento do escritório Figueiredo e Velloso, mas rechaçaram especulações sobre eventual acordo de colaboração premiada com a Justiça.
“Augusto Lima informa que a destituição do escritório Figueiredo e Velloso não muda em absolutamente nada a estratégia. A defesa constituída repudia de forma veemente qualquer ilação acerca de eventual delação e segue confiante de que a inocência de Augusto Lima ficará provada no curso da investigação”, afirmam os advogados Eduardo Toledo e Sebastián Mello.
As apurações relacionadas ao Banco Master seguem em andamento pelas autoridades federais, que analisam os desdobramentos das movimentações financeiras e o alcance das relações do grupo empresarial.
Fhagner Soares, ContilNet







