Municípios do Acre avançam na qualidade da atenção primária

As equipes de saúde dos 22 municípios do Acre melhoraram de forma gradual seus indicadores de qualidade e de acompanhamento das comunidades ao longo dos três últimos períodos avaliados pelo Ministério da Saúde. Os dados fazem parte do Saúde 360, novo modelo de financiamento da atenção primária do Governo Federal, e cobrem os quadrimestres de maio a agosto de 2025, de setembro a dezembro de 2025 e de janeiro a abril de 2026, a atenção primária é o primeiro nível de atendimento no SUS, feito principalmente nas unidades básicas de saúde.

A avaliação analisa o trabalho de cada equipe de saúde que atua nos municípios e a classifica em quatro níveis, do mais baixo ao mais alto, sendo Regular, Suficiente, Bom e Ótimo. Quanto maior a nota, melhor o desempenho da equipe no vínculo com a população do território e na qualidade do atendimento oferecido.

Entre os critérios avaliados estão o acesso da população às unidades de saúde, o acompanhamento de gestantes, crianças, idosos e pacientes com diabetes e hipertensão, as ações de prevenção ao câncer de colo do útero e de mama, os serviços de saúde bucal e o trabalho das equipes multiprofissionais.

Rio Branco, por ser o maior município do estado, concentra o maior número de equipes e também a maior quantidade de classificações “Regular”, a faixa mais baixa. Ainda assim, a capital vem melhorando, as equipes com nota Regular caíram de 89 no primeiro período avaliado para 68 no último, enquanto as classificadas como “Bom” subiram de 71 para 93 e as “Ótimo” quase dobraram, de 6 para 11.

Cruzeiro do Sul, segundo maior município, teve trajetória parecida. As equipes com nota Regular recuaram de 24 para 14 entre o primeiro e o último período, enquanto as classificadas como “Bom” e “Ótimo” cresceram, mantendo a maioria das equipes nas faixas mais altas.

Entre os municípios menores, o desempenho aparece concentrado nas faixas intermediárias e altas. Brasiléia, por exemplo, deixou de registrar equipes na faixa “Suficiente” no último período e passou a ter todas as suas equipes classificadas como “Bom” ou “Ótimo”. Sena Madureira, Tarauacá e Feijó também mantiveram a maior parte das equipes nas faixas altas, com poucas classificações baixas. Já Rodrigues Alves e Mâncio Lima seguiram com parte relevante das equipes na faixa “Regular” nos três períodos.

De modo geral, os números apontam uma tendência de qualificação das equipes acreanas, com queda das notas mais baixas e avanço das faixas “Bom” e “Ótimo” na maioria dos municípios. Os dados são considerados preliminares pelo próprio Ministério da Saúde e podem sofrer ajustes.

Rebeca Martins

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