Orbán admite derrota em eleição após 16 anos no comando da Hungria

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O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, admitiu, neste domingo (12/4), que perdeu as eleições no país. Com 45,7% dos votos contados, o Conselho Nacional Eleitoral destacou que o Tisza, partido de centro-direita liderado por Péter Magyar, deve conquistar 135 das 199 vagas do parlamento.

Em discurso a apoiadores, Orbán afirmou que o resultado é claro e parabenizou o partido vencedor. “O resultado das eleições é doloroso para nós, mas compreensível. Parabenizei o Partido Tisza”, declarou o primeiro-ministro em Bálna.

“O peso da governança não está sobre nossos ombros neste momento, por isso é importante fortalecer nossas comunidades. E precisamos enviar uma mensagem aos 2,5 milhões de eleitores de que não os decepcionaremos”, declarou Viktor Orbán.

Líder da extrema-direita da Hungria, Orbán está no comando do país desde 2010. Desde então, governou com forte centralização institucional, influência sobre a mídia e aproximação com líderes como Donald Trump e Vladimir Putin. O húngaro também demonstrava proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na última semana, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, viajou a Budapeste para endossar o apoio à candidatura de Viktor Orban.

O primeiro-ministro, que faz parte do movimento conservador internacional, enfrenta desgaste após anos de estagnação econômica, aumento do custo de vida e críticas sobre o fortalecimento de redes empresariais próximas ao governo.

Oposição cresceu com Péter Magyar

O avanço de Péter Magyar, ex-integrante do próprio Fidesz que rompeu com Orbán em 2024, redesenhou o cenário político húngaro.

À frente do Tisza, ele capitaliza a insatisfação com a economia e com denúncias de corrupção, além de defender o desbloqueio de fundos europeus e reformas no sistema de saúde.

Às vésperas da votação, Orbán acusou adversários de tentarem gerar “caos” e de conspirarem com serviços de inteligência estrangeiros para influenciar o resultado eleitoral. O governo também fala em possíveis tentativas de fraude e protestos organizados.

Fonte: Metrópoles

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