Pacheco se aproxima do PSB, mas não fecha outras portas

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1 de 1 Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), concede entrevista à imprensa antes de deixar cargo - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O senador mineiro Rodrigo Pacheco, atualmente filiado ao PSD, é o “plano A” do presidente Lula (PT) para concorrer ao governo de Minas Gerais e dar palanque ao petista no estado para sua campanha de reeleição ao Planalto. Pacheco, porém, ainda não aceitou a missão oficialmente e um dos motivos é que falta um partido para lhe abrigar na missão.

Com os prazos se apertando e as negociações se aprofundando, Pacheco ficou perto de um acordo com o PSB, presidido pelo pernambucano João Campos, mas a questão ainda não está fechada segundo aliados do parlamentar mineiro.

O secretário-geral do PSB em Minas, Adenor Simões, confirmou ao Metrópoles que o partido quer ter Pacheco em seus quadros. “A conversa com o senador tem avançado e sempre com o objetivo de construir uma frente pra enfrentar os problemas do estado. Uma construção em grupo, onde os nossos pré-candidatos a deputados têm um papel importante”, afirmou ele, confirmando reunião com o senador para esta semana.


O calendário eleitoral de 2026

  • Janela para a troca de partidos sem perda de mandato vai até 3 de abril
  • 4 de abril é o fim do prazo para candidatos a outros cargos deixarem mandatos no Executivo
  • 7 de abril é quando passa a ser proibido reajustar salários de servidores públicos (até data da posse)
  • 20 de julho a 5 de agosto é o prazo para a realização das convenções partidárias para escolha de candidatos
  • Em 16 de agosto tem início a propaganda eleitoral nas ruas e na internet. Já o horário eleitoral gratuito de rádio e televisão passa a ser exibido a partir de 28 de agosto
  • A partir de 19 de setembro , candidatos não poderão ser presos, salvo no caso de flagrante delito
  • Eleitores não poderão ser presos a partir de 29 de setembro até 6 de outubro, a não ser em caso de flagrante delito ou em cumprimento de sentença judicial por crime inafiançável
  • O 1º turno ocorrerá no primeiro domingo de outubro, dia 4. Eventual 2º turno será realizado no dia 25 do mesmo mês

Pacheco vai se reunir com caciques do PSB, mas mantém portas abertas para articulações com outras legendas que poderiam recebê-lo: MDB e União Brasil. A negociação com esses dois partidos de centro tem sido complicada porque eles não são coesos e têm alas de apoio e de oposição a Lula.

No PSB, teoricamente, o caminho seria mais fácil, mas Pacheco tem se mostrado paciente e resistido inclusive a dizer se vai ser candidato. Apesar disso, ele tem acompanhado o presidente da República em visitas a Minas.

Pacheco tem insistido nas conversas de bastidor que precisa de uma coligação forte para enfrentar a direita em Minas e quer controlar no estado o partido que o receber.

Troca é necessária

O que Pacheco sabe é que não poderá concorrer por seu partido atual, o PSD. A sigla presidida por Gilberto Kassab já tem um pré-candidato consolidado em Minas, o governador Mateus Simões, que era vice e assumiu o cargo no último fim de semana, com a renúncia de Romeu Zema, pré-candidato do Partido Novo à presidência da República.

Opositor de Lula e aliado de Zema, Simões é o candidato da situação em Minas. Ele, porém, enfrenta adversários fortes desde a direita. As pesquisas até agora indicam a liderança do senador Cleitinho (Republicanos) na disputa. Ele, porém, ainda não bateu o martelo sobre se candidatar mesmo, mas tem resistido a compor com Simões.

Fonte: Metrópoles

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