“Parem de romantizar o assassinato”, diz influenciador

“Parem de romantizar o assassinato”, diz influenciador Jesus Dourado
“Parem de romantizar o assassinato”, diz influenciador/Foto: Reprodução

O influenciador acreano Jesus Dourado provocou forte repercussão nas redes sociais ao comentar o ataque registrado no Instituto São José, em Rio Branco. Em vídeo, ele criticou o que chamou de “romantização” do crime e afirmou que o episódio expõe falhas estruturais da sociedade, da família e do poder público.

“Parem de romantizar o assassinato. Essas mulheres não são heroínas, elas são vítimas”, declarou.

Na gravação, Jesus sustenta que a tragédia não pode ser analisada de forma isolada e critica a busca imediata por culpados individuais, sem considerar o contexto mais amplo. “Nós erramos enquanto sociedade. Nós erramos nos nossos valores”, afirmou.

O influenciador também comentou o fato de o autor do ataque ser um adolescente de 13 anos e questionou a reação de parte da população. “As pessoas estão pedindo para prender uma criança de 13 anos, uma criança que teve a sua infância afetada”, disse.

Em outro trecho, ele atribui responsabilidades tanto à família quanto ao Estado. “A família não arca mais com a culpa. As famílias não têm educado seus filhos, não têm procurado ajuda”, afirmou. Em seguida, completou: “O Estado não oferece apoio psicológico, não oferece saúde de qualidade, não oferece lazer, cultura e esporte”.

Para Jesus Dourado, o cenário atual contribui para o envolvimento de jovens em situações de violência. “Essa é a resposta: crianças envolvidas em crimes”, disse.

O influenciador também citou temas sensíveis no debate público, como políticas relacionadas a armas e responsabilização penal, ao afirmar que parte da sociedade “terceiriza a culpa” diante de episódios como o ocorrido.

“Quando nós vamos assumir a nossa responsabilidade?”, questionou.

A publicação gerou grande repercussão e dividiu opiniões nas redes sociais. Enquanto alguns internautas concordaram com a análise e destacaram a necessidade de discutir causas estruturais, outros criticaram o posicionamento, especialmente em relação à responsabilização do autor do crime.

Fonte: ContilNet

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