Pega de surpresa por Ancelotti, 25 de Março não tem camisas de Neymar

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1 de 1 Imagem mostra camisas da Seleção Brasileira - Metrópoles - Foto: William Cardoso/Metrópoles

O mercado de camisas “alternativas” e “paralelas” da Rua 25 de Março não apostou na convocação de Neymar para a Copa do Mundo. Se muitos torcedores ficaram surpresos, isso também aconteceu no comércio popular, onde, nesta terça-feira (19/5), foi difícil encontrar uniforme da Seleção Brasileira com o nome do jogador do Santos, que não entra em campo pelo Brasil desde outubro de 2023.

Entre camelôs, camisa com o nome de Neymar ainda é artigo raro, embora seja um “problema” que deva ser sanado já nos próximos dias. “Mano, o pessoal aqui trabalha rápido. Acredito que na semana que vem, lá para a quinta-feira, já estará na rua”, afirmou o vendedor Ítalo Rodrigues, 29 anos.

“Puxador” de clientes, Hélio Oliveira, de 45 anos, também passou a procurar camisas do jogador do Santos, após a convocação. “Estou atrás também e não achei. Onde você vai encontrar é, provavelmente, na Rua da Juta [no Brás], amanhã, por volta das 7h, 8h”, disse. Para ele, existe uma desconfiança com relação ao desempenho do Brasil na Copa.

Também vendedor, Marcos Cerqueira, de 34 anos, disse que a procura por camisas de Neymar já começou. “O pessoal falou que ele não iria para a Copa, não seria convocado, então seguraram. Como ele foi convocado, vai aparecer”, afirmou. “Está perto de chegar.”

O que mais se encontra na 25 de Março é camisa da Seleção “sem nome”, pronta para a personalização, com letras e números que podem custar a partir de algumas dezenas de reais, a depender da qualidade. Já as camisas em si têm preços que variam muito, podendo chegar a mais de R$ 100, se forem “réplicas” de “primeira qualidade”.

O enfermeiro Luís Rios, de 54 anos, observava as camisas e fez uma ponderação sobre a ausência do nome Neymar. “Hoje em dia, está fácil colocar os nomes nas camisas. Você pode colocar o do jogador ou o seu. Por R$ 15, R$ 20, você coloca o nome que quiser. Eu coloco o meu sobrenome”, disse.

Nem só de amarelo ou azul vive a menção à Seleção Brasileira. De olho nas vendas, a 25 de Março traz também uma infinidade de modelos ainda mais “alternativos” e “paralelos”. Tem camiseta preta, branca, vermelha, rosa, com o Cristo Redentor, todas ostentando o escudo da CBF. Também há outras no verde-amarelo característico, listrado ou não.

Em meio aos símbolos do único país pentacampeão do mundo, o Metrópoles encontrou até camisas da Alemanha, como sádica lembrança.

Até Dunga

Há muito tempo, a Seleção Brasileira não dá os títulos desejados pelos torcedores e, para muitos, as boas lembranças são coisas do passado. Afinal, já são 24 anos sem levantar o mundial, igualando o jejum vivenciado entre 1970 e 1994.

A ausência de referências na atualidade se reflete também na febre das camisas retrô à mostra nas banquinhas dos camelôs, como um museu a céu aberto daquele que já foi o melhor futebol do mundo por cinco vezes.

Nesta terça, foi possível encontrar camisas com nomes que ajudaram o Brasil a ser penta, como Ronaldo, Ronaldinho, Romário, Bebeto e o maior de todos, Pelé. Até mesmo Dunga é lembrado nas banquinhas, mesmo não sendo uma unanimidade. “Não era nem nascido, mas preferiria comprar essa”, disse o operador de máquina Samuel Alves, de 28 anos, citando o capitão do tetra.

Alves afirmou que, na realidade, prefere camisas “lisas” e que nenhum jogador da seleção atual o inspira. “A última camisa com nome que peguei foi do Ronaldinho, em 2006.”

Opinião diferente tem Giovani Santos, de 25 anos, que trabalha como funcionário em um mercado. De olho nas camisas em uma travessa da 25 de Março, não encontrou aquela que procurava. “Está faltando a do Neymar.”

Turistas

O serralheiro Sidney Rodrigues, de 56 anos, estava na 25 de Março nesta terça com um grupo de amigos de um motoclube do México. “Eles vieram procurar camisa do Ronaldo, do Ronaldinho, mas não do Neymar. Talvez, lá no México não o conheçam tanto, como outros que fizeram história com títulos pelo Brasil”, disse.

Embora seja torcedor do Santos, Rodrigues afirmou que a convocação de Neymar se deu menos pelo futebol apresentado no presente do que por outros motivos. “Acho que colocaram para ter um nome de peso mesmo, que passa segurança. Mas, particularmente, mesmo sendo santista, não sinto firmeza nas condições físicas e psicológicas.”

Sobre a venda de camisas com o nome do jogador, o serralheiro disse que deverá ser um sucesso, quando elas chegarem às ruas. “Acredito que vai ter, seja original ou pirata. Daqui a pouco vai estar coalhado de camiseta do Neymar, porque a molecadinha ainda gosta, pegaram a fase boa dele”, afirmou.

Fonte: Metrópoles

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