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Perpétua cobra soluções para o Calçadão do Novo Mercado Velho

Um dos mais tradicionais e históricos polos comerciais de Rio Branco, o Calçadão do Novo Mercado Velho enfrenta um cenário de abandono. Fechado sob a justificativa de apresentar riscos estruturais, o espaço transformou-se em sinônimo de incertezas e prejuízos incalculáveis para os permissionários locais.

Diante da paralisação das atividades e da ausência de soluções definitivas por parte do poder público, a candidata a deputada federal Perpétua Almeida visitou a região para ouvir os trabalhadores e cobrar providências dos órgãos de controle. Durante a agenda, ela destacou a urgência de uma intervenção para socorrer as famílias que dependem do local para garantir o próprio sustento.

“Aqui há um prejuízo imenso. Lojas, restaurantes e bares estão fechados. Das mulheres que servem o café da manhã, metade já fechou as portas. Quem resiste amarga prejuízos, mas o governo continua cobrando impostos”, relatou Perpétua.

A candidata também teceu críticas à gestão de infraestrutura no estado. Ela relembrou episódios recentes, como o desabamento da ponte de Xapuri com menos de dois anos de uso, e questionou a falta de transparência sobre os recursos públicos. Como exemplo, citou o sumiço de R$ 24 milhões em emendas parlamentares, de sua autoria, que haviam sido destinadas à construção da maternidade de Tarauacá.

“O governo precisa dar uma explicação ao povo sobre isso”, cobrou, direcionando um apelo às autoridades competentes: “Ministérios Públicos Estadual (MPAC) e Federal (MPF), é muito importante olhar para o que está acontecendo e cobrar. São recursos públicos, do Orçamento da União, que deveriam garantir serviços à população.”

Impacto na economia local e demissões

No cotidiano do mercado, a interdição do Calçadão asfixia a microeconomia. Sem o fluxo habitual de pedestres e turistas, os comerciantes lidam rotineiramente com o desperdício de produtos e o fechamento de postos de trabalho.

Trabalhando com venda de lanches no local há mais de 30 anos, a permissionária Maria Laurete desabafou sobre a má condução das intervenções no espaço. “Faltando cinco dias para inaugurar, caiu. Nem terminou a obra. E não precisa ser engenheiro para saber que foi uma obra malfeita”, protestou.

O esvaziamento do cartão-postal também provocou demissões em cadeia e endividamento. “Antigamente, todos os comerciantes aqui tinham funcionários. A gente pagava aluguel, luz, impostos, e ainda mantinha a equipe. Agora, é só prejuízo”, lamentou a comerciante Dona Judite.

A vendedora ilustrou a gravidade da crise com um episódio recente do seu dia a dia: “Um dia desses, comprei 10 litros de leite e o produto azedou porque não tínhamos para quem vender. Fiquei devendo ao fornecedor e tive muita dificuldade para conseguir pagar”.

Assista ao vídeo:

Da redação ac24horas

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