Preço do petróleo dispara após EUA anunciar bloqueio

Preço do barril de petróleo tipo Brent disparou 7,7% após anúncio dos EUA/ Foto: Reprodução

O mercado financeiro global entrou em estado de choque neste domingo (12) após os Estados Unidos anunciarem o bloqueio total do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio. A decisão, comunicada pelo governo de Donald Trump, provocou uma disparada imediata nos preços do petróleo, com o barril voltando a superar a barreira psicológica dos US$ 100 diante do risco iminente de desabastecimento mundial.

A nova diretriz autoriza a Marinha dos EUA a interceptar qualquer embarcação em águas internacionais que tenha efetuado pagamentos de taxas ao governo do Irã para navegar na região. A medida, que passa a vigorar às 11h (horário de Brasília) desta segunda-feira (13), ocorre após o fracasso das negociações bilaterais realizadas no Paquistão, no último sábado.

Mercado em Alerta

A reação dos investidores foi instantânea. Antes da confirmação do bloqueio norte-americano, o barril de petróleo tipo Brent referência para o mercado internacional era negociado na casa dos US$ 95. Em pouco mais de uma hora após o anúncio, a cotação saltou para US$ 102,50, consolidando uma alta expressiva de 7,7%.

O Estreito de Ormuz é considerado a artéria mais importante do comércio de energia do planeta, sendo o ponto de passagem de aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido no mundo. O fechamento total imposto pelos EUA busca asfixiar a economia iraniana, impedindo inclusive que os petroleiros do próprio Irã atravessem a região.

Consequências no Brasil

Embora o Brasil possua baixa dependência direta do petróleo que transita pelo Oriente Médio, a economia nacional não está imune ao impacto. Como os combustíveis seguem as cotações globais, a alta desenfreada do barril pressiona diretamente a política de preços interna.

Especialistas alertam que, caso o valor do petróleo se mantenha acima dos US$ 100, a tendência é de repasse imediato para os preços da gasolina e do diesel nas bombas brasileiras. A situação coloca a Petrobras e o governo federal sob pressão, uma vez que a volatilidade internacional pode acelerar a inflação no setor de transportes nos próximos dias.

Fonte: ContilNet

Compartilhe

WhatsApp
Facebook
X
Threads
Telegram
Print
LinkedIn

Siga nossas Redes Sociais