Prefeitura vai lançar edital emergencial do transporte na próxima semana

Prefeitura vai lançar edital emergencial do transporte na próxima semana
Ricco Transportes é responsável pela operação das linhas/ Foto: Reprodução

O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, confirmou ao ContilNet nesta sexta-feira (15) que a prefeitura pretende publicar na próxima semana o edital emergencial do transporte coletivo da capital. O anúncio acontece em meio à crise enfrentada pelo sistema de ônibus da cidade, marcada por ameaças de paralisação, denúncias trabalhistas e dificuldades financeiras apresentadas pela empresa Ricco Transportes.

“Na próxima semana eu acho que a gente vai abrir o edital de emergência. A gente já deve ter essa proposta sendo publicada no Diário Oficial e, consequentemente, nos principais canais de comunicação”, afirmou o prefeito.

A declaração ocorre poucos dias após a Ricco divulgar um documento afirmando que a operação do sistema se tornou financeiramente inviável. A empresa alegou estar operando “no limite” e apontou déficit milionário, atraso em salários e dificuldades para manter a frota em circulação.

Segundo a concessionária, somente entre os dias 1º e 20 de abril deste ano, o sistema acumulou saldo negativo de mais de R$ 64 mil, mesmo com arrecadação superior a R$ 2,8 milhões. A empresa afirma ainda que o rombo total, incluindo salários, vale-alimentação e outras obrigações vencidas, ultrapassa R$ 1,5 milhão.

A crise ganhou força após motoristas denunciarem atrasos salariais, falta de depósitos de FGTS e INSS e ameaçarem uma paralisação do serviço. A situação elevou o clima de incerteza sobre a continuidade do transporte público na capital acreana.

No documento divulgado esta semana, a Ricco também informou que não tinha interesse em renovar o contrato emergencial do Lote I do SITURB desde fevereiro deste ano, mas que manteve os ônibus em circulação para evitar o colapso imediato do sistema.

Alysson anunciou a reforma na manhã desta segunda

Alysson assumiu o cargo em abril/Foto: Ascom

Entre os fatores apontados pela empresa para a crise estão a defasagem tarifária, o aumento dos custos operacionais, as condições das vias urbanas e a alta quantidade de gratuidades e meias-passagens.

A prefeitura havia suspendido recentemente a licitação definitiva do transporte coletivo após questionamentos e impugnações ao edital. Agora, a gestão municipal aposta em um novo processo emergencial para tentar manter o funcionamento do sistema enquanto busca uma solução definitiva para o setor.

Fonte: Contilnet

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