Perto de completar 90 anos, Dalai Lama confirmou nesta quarta-feira (2/7) que um sucessor será nomeado após sua morte para garantir a continuidade de seu papel como líder espiritual do Tibete. O governo da China, no entanto, país que contesta a autonomia do território tibetano, afirma que o novo líder deverá ser aprovado por Pequim.
Em um comunicado divulgado por ocasião de seu 90º aniversário, que ocorrerá neste domingo (6/7), Dalai Lama afirmou que “a instituição do Dalai Lama continuará”. A mensagem foi lida no mosteiro de McLeod Ganj, a cidade indiana onde o líder espiritual da comunidade tibetana vive exilado desde 1959, quando deixou o Tibete, sob o controle de Pequim.
Quem é Dalai Lama
Nascido em 6 de julho de 1935, Tenzin Gyatso, seu nome civil, foi reconhecido aos 2 anos como o 14º líder espiritual e político dos tibetanos, e identificado, conforme a tradição budista, como a reencarnação de seu predecessor.
Desde que fugiu do Tibete em 1959, após a repressão chinesa, Dalai Lama vive principalmente em McLeod Ganj, no Himalaia indiano.
A escolha do sucessor é vista como algo crucial. Os tibetanos suspeitam que a China, que invadiu o Tibete em 1950, transformando-o em uma província chinesa, pode nomear um sucessor sob seu controle.
O atual Dalai Lama, considerado por Pequim um perigoso separatista, já descartou categoricamente a possibilidade de que o 15º Dalai Lama seja nomeado pelas autoridades chinesas.
Fonte: Metrópoles







