Relatório do governo Lula culpa gestão Bolsonaro e cita 170 envolvidos

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1 de 1 Ex-ministro Onyx Lorenzoni é ouvido pela CPMI do INSS, que apura suspeitas de fraudes em descontos indevidos a segurados Metropoles 5 - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Parlamentares governistas prepararam um relatório paralelo sobre a farra dos descontos indevidos investigada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O documento vai citar 170 envolvidos com o escândalo e responsabilizar o governo de Jair Bolsonaro (PL). A coluna teve acesso ao roteiro do relatório, que é elaborado pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS).

O documento destaca a atuação dos seguintes “servidores do Governo Bolsonaro”. São eles:

  • José Carlos Oliveira (ex-ministro do Trabalho e Previdência e ex-presidente do INSS);
  • Edson Yamada (ex-diretor de benefícios do INSS e sócio de José Carlos Oliveira);
  • Virgílio Oliveira (ex-procurador do INSS);
  • André Fidelis (ex-diretor de Benefícios do INSS);
  • Jucimar Fonseca da Silva (ex-coordenador-Geral de Pagamento de Benefícios do INSS);
  • Alexandre Guimarães (ex-diretor de Governança, Planejamento e Inovação do INSS).

Apesar de classificá-los como “servidores do governo Bolsonaro”, dois deles – André Fidelis e Virgílio Oliveira – atuaram também no governo Lula.

Sobre a participação de agentes públicos, o relatório ressalta ainda a atuação de Onyx Lorenzoni, ex-ministro do Trabalho e Previdência.

Onyx Lorenzoni admitiu ter recebido doação de R$ 60 mil do empresário Felipe Macedo Gomes, dirigente de uma das entidades investigadas, para a campanha para governador do Rio Grande do Sul em 2022. Além disso, o relatório mostra que o filho de político, o advogado Pietro Lorenzoni, atuou para a Unibap, que faturou cerca de R$ 80 milhões com descontos suspeitos.

Relatório aponta 8 núcleos da Farra e cita Master

O relatório destaca “omissões e baixa resposta do governo Bolsonaro diante de denúncias”.

Também são destacados atos normativos do governo Bolsonaro que alteraram “deliberadamente regras que removeram barreiras de controle e criaram o ambiente propício para expansão do esquema de fraudes”.

O relatório aponta oito núcleos da Farra do INSS e respectivas lideranças. São eles:

  1. Núcleo Conafer
    – Liderança: Carlos Lopes
  2. Núcleo CBPA
    – Liderança: Abraão Lincoln Ferreira da Cruz
  3. Núcleo Maurício Camisotti
    – Liderança: Maurício Camisotti
  4. Núcleo “Golden Boys”
    – Lideranças: Américo Monte Jr, Anderson Cordeiro, Felipe Macedo Gomes e Igor Delecrode
  5. Núcleo Cecília Mota
    – Liderança: Cecília Rodrigues Mota
  6. Núcleo Alexsandro Prado (“Lequinho”)
    – Liderança: Alexsandro Prado Santos
  7. Núcleo Domingos Sávio
    – Liderança: Domingos Sávio de Castro
  8. Núcleo Antônio Carlos Camilo Antunes (“Careca do INSS”)
    – Liderança: Antônio Carlos Camilo Antunes

O relatório aponta o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, como o “operador central do esquema”.

O relatório também analisa o papel do crédito consignado, ao evidenciar falhas regulatórios, crescimento atípico de operações e ampliação da margem. Neste ponto, o caso Banco Master é citado como exemplo da atuação da expansão do uso do crédito consignado.

Fonte: Metrópoles

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