Rodri prega cautela após ida à final da Copa: “Precisamos manter a calma”

Rodri prega cautela após ida à final da Copa: “Precisamos manter a calma”

Rodri, da Espanha, protagonizou uma atuação magistral no meio-campo contra a França nesta terça-feira (14), reencontrando o futebol que lhe rendeu a Bola de Ouro de 2024 e comandando uma exibição dominante da equipe de Luis de la Fuente, que garantiu vaga na final da Copa do Mundo.

Vinte e dois meses depois de romper o ligamento cruzado do joelho em um confronto entre Manchester City e Arsenal, pela Premier League, o jogador de 30 anos escolheu o momento perfeito para voltar a apresentar o nível de desempenho que exibia antes da grave lesão.

“Passo a passo, mais um passo à frente”, disse Rodri após a vitória por 2 a 0, que colocou a Espanha em sua primeira final de Copa do Mundo desde o título conquistado em 2010. “A equipe está muito feliz. É a segunda vez que chegamos a uma final, mas precisamos manter a calma e descansar”.

Os sinais de que Rodri vinha recuperando o nível de atuação que foi fundamental para o domínio do Manchester City no futebol inglês e europeu durante e após a histórica temporada 2022-23, quando o clube conquistou a tríplice coroa, já eram cada vez mais evidentes ao longo do torneio.

Mas foi nesta terça que Rodri apresentou uma atuação que mais lembrou a fase extraordinária vivida antes da lesão, quando permaneceu invicto pelo Manchester City de Pep Guardiola durante uma sequência recorde de 74 partidas, entre fevereiro de 2023 e maio de 2024.

Ele foi o ponto de equilíbrio da Seleção Espanhola, em uma atuação na qual a sólida equipe de Luis de la Fuente neutralizou e sufocou uma França que era apontada como favorita para brilhar graças ao talento de seu ataque.

Em vez disso, foi Rodri quem dominou a partida. Ao lado de Aymeric Laporte e Pau Cubarsí, formou um trio defensivo praticamente intransponível, impedindo que Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise encontrassem tempo e espaço pelo centro para ameaçar o goleiro Unai Simón.

Não por acaso, o goleiro espanhol sequer precisou fazer uma defesa. Rodri interrompia as jogadas perigosas antes mesmo que elas se desenvolvessem, desarmando Dembélé com precisão ou conduzindo repetidamente Mbappé para zonas sem saída.

A frustração francesa ficou evidente desde cedo. O técnico Didier Deschamps foi obrigado a substituir o pouco efetivo Adrien Rabiot no intervalo, numa tentativa frustrada de recuperar o controle do meio-campo.

Enquanto isso, a qualidade dos passes de Rodri manteve a França sob constante pressão. Alternando o jogo para os laterais Marc Cucurella e Pedro Porro, ele ainda percorreu mais de 12,5 quilômetros em uma atuação que levou a Espanha de volta à final.

“Pelos estilos das duas equipes, sabíamos que uma era mais explosiva, enquanto a outra valorizava mais a posse de bola”, afirmou Rodri. “O apoio dos laterais — e, na verdade, de toda a equipe — foi sensacional”.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por victorfranco542.

 

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