O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) definiu a data para o julgamento do recurso de Bruno Henrique, acusado de manipulação esportiva. O atacante do Flamengo, que teria forçado um cartão amarelo para beneficiar apostadores, irá ao tribunal nesta quinta-feira (30/10), um dia após o duelo de volta da semifinal da Libertadores, contra o Racing-ARG.
Em setembro, o atleta foi condenado a 12 partidas de suspensão e uma multa de R$ 60 mil com base no artigo 243-A – “Atuar, de forma contrária à ética desportiva, com o fim de influenciar o resultado de partida, prova ou equivalente. Uma semana depois, entretanto, o STJD o acatou o pedido da defesa e ele passou a atuar sob efeito suspensivo.
Em nota, o Flamengo comentou a decisão: “A medida, aguardada pelo Flamengo diante dos votos divergentes apresentados na 1ª Comissão Disciplinar — que acolheram a preliminar de prescrição — garante a plena condição de jogo do atacante até o julgamento do caso pelo Pleno do Tribunal. Dessa forma, Bruno Henrique está liberado para atuar normalmente pela equipe rubro-negra”.
De acordo com a defesa do jogador, não houve prejuízo ao Flamengo no episódio e que o cartão teria sido tomado por orientação do próprio clube para fins estratégicos — cumprindo suspensão diante do Fortaleza para estar disponível contra o Palmeiras. “Gostaria de reafirmar a minha inocência e dizer que confio na Justiça Desportiva. Jamais cometi as infrações que estou sendo acusado”, disse o Bruno, durante o julgamento.
Segundo as autoridades, Bruno Henrique teria informado ao irmão que receberia um cartão amarelo no jogo contra o Santos, realizado em novembro de 2023, em Brasília. À época, o atacante estava pendurado com dois cartões. As investigações apontam que o irmão, a cunhada e amigos dele teriam realizado apostas relacionadas ao cartão do atleta, o que chamou a atenção das casas de apostas pelo volume investido.
Mensagens obtidas no celular do irmão, Wander, foram utilizadas como base para a denúncia. A investigação da Polícia Federal teve início em agosto de 2023. Em novembro do mesmo ano, Bruno Henrique e outros suspeitos foram alvo de mandados de busca e apreensão. O caso também será julgado na Justiça comum.
Portal Leo Dias








