O senador e possível pré-candidato ao governo de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos) afirmou que há uma articulação nos bastidores do Senado para adiar a votação da PEC do fim da escala 6×1 para depois das eleições de 2026. A declaração foi feita nas redes sociais, nesta quinta-feira (28/5), após a proposta ser aprovada pela Câmara dos Deputados.
“Nos bastidores, alguns senadores pediram ao presidente Alcolumbre que só vote depois das eleições. Já tem gente jogando contra”, disse Cleitinho.
O parlamentar pediu mobilização popular para pressionar os senadores pela aprovação da proposta e criticou a resistência enfrentada pelo texto no Congresso. Segundo ele, parlamentares de “direita e esquerda” só discutem quando o que está na pauta é em benefício da população.
“É engraçado que, lá na Câmara, uma ‘cachorrada’ e uma ‘brigaiada’ para votar benefício para o povo. Durante quase quatro anos, só vi projeto para ferrar com o povo e aumentar imposto. Aí eles ficam caladinhos”, afirmou.
Cleitinho também comparou a tramitação da PEC às votações envolvendo o fundo eleitoral. “Se for para aumentar fundo eleitoral, você já viu que não tem briga?”, completou.
Aprovada na Câmara
A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada pela Câmara nessa quarta-feira (27/5) e agora depende do Senado para avançar. Ainda não há calendário oficial para a tramitação, mas a expectativa é que o texto seja analisado antes das eleições.
Nos bastidores, empresários também atuam para frear o avanço da proposta. Um grupo liderado pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para discutir os impactos econômicos da medida.
O texto da PEC determina que a jornada de trabalho de 44 horas semanais seja reduzida para 42 horas a partir de 60 dias após a promulgação. Em 14 meses, a carga deverá ser reduzida para 40 horas semanais.
Quanto aos dias da escala, será reduzida para cinco dias de trabalho para dois de folga, sendo um deles preferencialmente aos domingos.
Fonte: Metrópoles







