Tomate, feijão e carne puxam alta da cesta básica e pressionam preços em Rio Branco

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), publicada nesta quarta-feira (8) revelou que alta de 1,48% da cesta básica registrada em Rio Branco no mês de março foi impulsionada principalmente pelo encarecimento de alimentos essenciais, como tomate, feijão e carne bovina, que vêm sofrendo pressão em todo o país.

De acordo com a análise nacional do DIEESE em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o tomate foi um dos principais responsáveis pela elevação dos preços. O produto apresentou aumento em todas as capitais brasileiras, reflexo da menor oferta e de perdas na colheita provocadas pelas chuvas, o que reduziu a disponibilidade nos mercados.

Outro item que pressionou a cesta foi o feijão, que também registrou alta generalizada. A elevação está ligada à redução da área plantada, dificuldades na colheita e expectativa de menor produção, fatores que restringiram a oferta e elevaram os preços ao consumidor.

A carne bovina de primeira completa a lista dos principais vilões da cesta básica. O aumento do produto foi influenciado pela demanda aquecida, crescimento das exportações e menor disponibilidade de animais para reposição, o que acabou elevando os preços no varejo em grande parte das capitais.

Além desses itens, outros alimentos também contribuíram para a pressão inflacionária, como o leite, que teve aumento em diversas cidades devido à entressafra e à menor produção no campo, e a batata, impactada por problemas climáticos que dificultaram a colheita.

Embora alguns produtos tenham apresentado queda de preços, como o açúcar, influenciado pela maior oferta no mercado internacional, o movimento não foi suficiente para conter a alta geral da cesta básica.

O resultado reflete um cenário de encarecimento concentrado em itens essenciais, que têm grande peso no consumo das famílias. Em Rio Branco, assim como no restante do país, a combinação de fatores climáticos, redução da oferta e aumento da demanda continua sendo determinante para o avanço dos preços dos alimentos básicos.

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