Vereadores da Câmara Municipal de Rio Branco fizeram críticas à condução da saúde pública estadual durante a sessão desta quarta-feira (26). Os parlamentares questionaram principalmente o sistema de regulação de cirurgias e a demora no atendimento de pacientes que aguardam procedimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Matheus Paiva questiona críticas à Fundação Hospitalar
O vereador Matheus Paiva (União Brasil) usou a tribuna para contestar uma declaração feita pelo vereador André Kamai, que teria classificado a Fundação Hospitalar do Estado do Acre como um “curral eleitoral”.
Segundo Matheus, a Fundação Hospitalar é responsável pela execução das cirurgias, enquanto a definição dos pacientes e dos procedimentos ocorre por meio da regulação da Secretaria de Estado de Saúde.
“A Fundação Hospitalar do Estado do Acre realiza cirurgias. O vereador denunciou a fila e a demora nas cirurgias, mas o que expliquei é que a Fundação executa os procedimentos que são regulados pela Secretaria de Estado de Saúde.”
Na avaliação do parlamentar, caso existam problemas relacionados ao uso político da fila de cirurgias, a responsabilidade deve ser investigada no âmbito da regulação estadual.
“Se existe um curral eleitoral, não é na Fundação Hospitalar. É na Secretaria de Estado de Saúde.”
Matheus Paiva também fez um apelo à governadora Mailza Assis (PP) para que dê atenção especial à saúde pública e aos pacientes que aguardam atendimento.
“A saúde não pode esperar, principalmente em período de campanha. Precisamos que a nossa governadora dê um olhar especial para os pacientes que precisam da saúde pública.”
José Aiache defende servidores e cobra funcionamento da regulação
Também durante a sessão, o vereador José Aiache (PP), que possui experiência como servidor da área da saúde, afirmou que a realização de cirurgias depende da regulação feita pela Secretaria de Estado de Saúde.
O parlamentar defendeu maior fiscalização sobre o sistema e cobrou transparência nos critérios utilizados para definir a ordem dos procedimentos.
“Precisamos chamar a atenção dos órgãos fiscalizadores para a regulação. Não podemos ter uma situação em que, para fazer uma cirurgia, seja necessário perguntar em quem a pessoa vota.”
Aiache também defendeu a continuidade dos mutirões de cirurgias e da regionalização dos serviços de saúde. Segundo ele, a ampliação dos procedimentos realizados no interior contribui para reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes para Rio Branco.
“Os pacientes precisam de respeito. As filas têm que andar. Os mutirões têm que permanecer e a regionalização também”, encerrou.
Saimo Martins







