Cartazes com críticas ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foram espalhados por Rio Branco e chamam a atenção para o caso Ana Clara, menina de 5 anos morta por um disparo de fuzil em Niterói, no Rio de Janeiro, em fevereiro de 2021.
A mensagem faz referência à atuação de Flávio na defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado de efetuar o disparo que matou a criança. O texto também convoca a população a votar em memória da menina.
“Flávio Bolsonaro pode ser o 1º advogado de um assassino de criança a se tornar presidente do Brasil. É o que você quer? Vote por Ana Clara”, diz o cartaz.
Em Rio Branco, há frases espalhadas, inclusive, no viaduto Mamédio Bittar, nas proximidades da AABB.
Entenda o caso Ana Clara
Ana Clara Gomes Machado tinha 5 anos quando foi atingida por um disparo de fuzil enquanto brincava perto de casa, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, em 2 de fevereiro de 2021.
A criança estava acompanhada do irmão, de 2 anos. Ela chegou a ser levada ao Hospital Estadual Azevedo Lima, mas não resistiu aos ferimentos.
O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o policial militar Bruno Dias Delaroli por homicídio qualificado. Segundo a acusação, ele teria disparado em direção a uma área residencial, assumindo o risco de atingir moradores.
O policial nega ter provocado a morte da menina e sustenta que os disparos ocorreram durante uma troca de tiros com criminosos.
Em novembro de 2021, a Justiça determinou que o PM fosse levado a júri popular. A decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e, posteriormente, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que rejeitou um recurso da defesa em 2024.
Flávio Bolsonaro integrou a equipe de advogados do policial e participou de recurso apresentado ao STJ para tentar reverter a decisão que determinou o julgamento pelo Tribunal do Júri.
O encaminhamento do caso a júri tornou-se definitivo em agosto de 2025. Mesmo assim, até outubro de 2026, o julgamento ainda não havia sido realizado. Segundo informações publicadas pela imprensa nacional, a sessão está prevista para o início de 2027.
O policial responde ao processo em liberdade e não foi condenado pela morte da menina.
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Fonte: Contilnet







