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“Não cumpriram nada”, critica Bittar sobre acordos do PL no Congresso

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O senador Márcio Bittar (PL-AC) fez duras críticas aos acordos políticos firmados pelo Partido Liberal (PL) para a eleição das mesas diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Durante uma declaração, o parlamentar acreano afirmou que os compromissos assumidos há dois anos, com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, não foram cumpridos, apesar de a legenda ter conquistado espaços importantes nas duas Casas do Congresso Nacional.

Segundo Bittar, as negociações envolveram compromissos relacionados à votação de pautas defendidas pelo partido, entre elas a anistia, o fim do foro privilegiado e o estabelecimento de regras para a nomeação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Há dois anos, com a aquiescência e a liderança do presidente Jair Messias Bolsonaro, o PL fez um acordo para a eleição da mesa da Câmara e da mesa do Senado. Acreditando a gente na boa vontade, de que os compromissos feitos, compromissos republicanos de pautar a anistia e vê-la ser aprovada, de votar na Câmara aquilo que nós já aprovamos no Senado, que é o fim do foro privilegiado, estabelecer regras para nomeação de ministros para o Supremo Tribunal Federal, tudo isso que foi acordado não foi cumprido”, declarou.

O senador também questionou os benefícios políticos obtidos pelo PL ao apoiar a composição das mesas diretoras, destacando que a ocupação de cargos de vice-presidência não foi suficiente para garantir o avanço das propostas defendidas pela legenda. “De que adiantou nós termos, como temos hoje, o vice-presidente da Câmara e o vice-presidente do Senado? Esse cargo que foi fruto do apoio lá de trás resolveu alguma coisa? Então está comprovado que você fazer uma composição para salvar uma presidência de comissão, ou até mesmo salvar uma vice-presidência no Congresso, não resolve nada”, criticou.

Durante a manifestação, Bittar também mencionou o deputado federal Eduardo Bolsonaro, afirmando que, apesar do tamanho da bancada do PL, o compromisso relacionado à presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara não teria sido respeitado. “Se quer a autonomia da Câmara de fazer valer o compromisso e até pelo tamanho da bancada, de que Eduardo seria o presidente da Comissão de Relações Exteriores, nem isso eles cumpriram. Então, não cumpriram nada”, afirmou.

Em outro momento, o senador parabenizou o deputado federal Nikolas Ferreira por uma manifestação pública e voltou a criticar a atuação do Supremo Tribunal Federal, alegando que parlamentares estariam receosos de assumir posicionamentos políticos contrários a ministros da Corte.

“O Supremo avançou sobremaneira em cima das pessoas. Só o fato de ter parlamentar no Senado que vai votar, mas não pode revelar o voto no Rogério Marinho, isso já demonstra […] senadores da República com medo de assumir publicamente a oposição e sofrer retaliação de ministro do Supremo Tribunal Federal. Olha a que ponto nós chegamos!”, declarou.

Para o parlamentar acreano, a candidatura de Rogério Marinho à presidência do Senado representa, na avaliação dele, uma oportunidade de restabelecer o equilíbrio institucional entre os Poderes.

“Então, a candidatura e a eleição do Rogério Marinho não é só a eleição do presidente do Senado do PL, não; é pra salvar o Brasil, é pra restabelecer o equilíbrio entre os Poderes, que descaradamente não tá mais…”, afirmou Bittar, em trecho interrompido da declaração.

As manifestações refletem a insatisfação expressa pelo senador com os resultados das articulações políticas realizadas pelo PL no Congresso Nacional e sua defesa de uma mudança na condução do Senado Federal.

Fonte: Contilnet.

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