O comércio do Acre teve um dos melhores desempenhos do país em julho. As vendas no estado cresceram 7,4% na comparação com julho de 2025, colocando o Acre na terceira posição entre os estados com maior avanço no período.
Os dados fazem parte do Índice do Varejo Stone (IVS), que acompanha todos os meses o comportamento das vendas no comércio brasileiro.
O resultado acreano ficou atrás apenas de Roraima, que registrou alta de 18,2%, e Mato Grosso do Sul, com crescimento de 9,5%. Ao todo, 24 estados tiveram aumento nas vendas na comparação anual.
No Brasil, o comércio também apresentou resultado positivo. O varejo cresceu 0,9% de junho para julho e ficou 4,7% acima do registrado no mesmo mês de 2025.
Acre se destaca na região Norte
O desempenho de 7,4% colocou o Acre entre os estados que mais avançaram no comércio durante julho. Outros estados da região Norte também tiveram resultados positivos.
Rondônia registrou crescimento de 6,3%, enquanto Amapá avançou 5,7%. Amazonas e Pará tiveram alta de 5,2%. Tocantins foi uma exceção e apresentou queda de 1,9%.
O resultado mostra que o movimento de compras permaneceu aquecido em boa parte da região.
Combustíveis e supermercados puxam alta
Entre os setores analisados pelo levantamento, os combustíveis e lubrificantes tiveram o maior crescimento em relação a julho do ano passado, com alta de 9,1%.
Na sequência aparecem supermercados e estabelecimentos que vendem alimentos, bebidas e produtos de consumo diário, com avanço de 7,4%. O segmento de material de construção cresceu 5,2%, enquanto artigos farmacêuticos tiveram alta de 5%.
Também houve aumento nas vendas de livros, jornais, revistas e papelaria (3,9%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,8%) e móveis e eletrodomésticos (0,8%).
O único setor a apresentar queda na comparação anual foi o de tecidos, roupas e calçados, que recuou 5,6%.
O que explica o resultado?
De acordo com Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, o mercado de trabalho continua ajudando a manter o consumo. O desemprego em níveis baixos e o aumento da renda favorecem as compras das famílias.
Por outro lado, o comprometimento da renda e o custo elevado dos empréstimos ainda dificultam uma recuperação maior em setores que dependem de financiamento.
A expectativa é que a redução dos juros contribua para melhorar as condições de crédito, mas os efeitos dessa mudança ainda devem aparecer aos poucos na economia.
FontE: Contilnet






