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Ar de Rio Branco registra 2,6 vezes mais poluentes que o permitido pela OMS

Foto: Marcos Vicentti

A concentração de partículas finas poluentes no ar de Rio Branco estava 2,6 vezes acima do valor de referência anual recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo dados da plataforma IQAir. A medição, realizada às 7h deste sábado (7), registrou 12,8 microgramas de PM2.5 por metro cúbico (µg/m³) na capital acreana.

Apesar da concentração acima da recomendação internacional, o Índice de Qualidade do Ar (AQI), no padrão norte-americano, estava em 58 pontos, classificação considerada moderada. O resultado indica que a qualidade do ar não estava na faixa de maior preocupação, mas a presença de partículas finas merece atenção.

A referência anual da OMS para a concentração de PM2.5 é de 5 µg/m³. A comparação apresentada pela IQAir indica que o nível registrado em Rio Branco correspondia a aproximadamente 2,6 vezes esse parâmetro.

As partículas PM2.5 são poluentes microscópicos, com diâmetro de até 2,5 micrômetros, capazes de penetrar profundamente no sistema respiratório. A exposição pode provocar ou agravar problemas respiratórios e cardiovasculares, especialmente entre pessoas mais sensíveis à poluição.

Calor chega a 40°C

Além da condição da qualidade do ar, a previsão horária da IQAir indicava aumento expressivo da temperatura ao longo da manhã. Às 7h, os termômetros marcavam 29°C, com umidade relativa do ar de 60% e ventos de 9 km/h.

A previsão apontava que a temperatura poderia alcançar 40°C ao meio-dia, enquanto a umidade relativa cairia para 28%. Às 10h, a estimativa era de 38°C e umidade de 34%.

Durante a tarde, a temperatura deveria diminuir gradualmente, chegando a 27°C às 17h. O índice de qualidade do ar, por sua vez, tinha previsão de permanecer na faixa moderada, com variação entre 54 e 59 pontos ao longo do dia.

Rio Branco aparece em ranking nacional

No levantamento de cidades brasileiras exibido pela plataforma às 7h, Rio Branco ocupava a quinta posição entre os dez municípios apresentados, com AQI de 58.

Manaus (AM) aparecia na primeira colocação, com índice de 140, classificado como não saudável para grupos sensíveis. Na sequência estavam São José do Rio Preto (SP), com 67; Campinas (SP), com 64; e São Paulo (SP), com 59.

Os dados são dinâmicos e podem mudar conforme as condições meteorológicas e a concentração de poluentes. A classificação apresentada considera as medições disponibilizadas pelas estações e colaboradores monitorados pela IQAi.

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