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Eduardo cita Olavo de Carvalho e publica primeira foto com Flávio nos EUA

Senador contestou resultado do segundo turno sem apresentar provas e alegou perseguição política/ Foto: Reprodução

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro publicou, nesta quarta-feira (28), o primeiro registro fotográfico ao lado do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após o desembarque do parlamentar em solo norte-americano. Na mensagem que acompanha a imagem nas redes sociais, Eduardo citou o escritor Olavo de Carvalho (1947-2022) e declarou que ambos pretendem articular ações de oposição ao governo brasileiro a partir do exterior.

“Foto de hoje, após reencontrar meu irmão. Ontem foi um dia longo, talvez o mais longo da minha vida. Mas prevalecemos. Mesmo aqui de fora não desistiremos do Brasil. Como diria o Professor Olavo: não parar, não precipitar, não retroceder”, escreveu Eduardo.

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem também divulgou foto ao lado do senador no exterior. Na publicação, Ramagem afirmou que Flávio encontra-se “livre de perseguição” e disse que a atuação do grupo fora do país buscará mobilizar apoiadores.

A ida de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos ocorreu na sequência de sua derrota na disputa presidencial do último domingo (25), na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou a reeleição com 64,2 milhões de votos (51,79%), frente a 59,8 milhões (48,21%) obtidos pelo candidato do PL — uma margem favorável de 4,43 milhões de votos ao petista.

Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado a retenção dos passaportes do senador e proibido sua saída do território nacional no âmbito de inquéritos que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O parlamentar realizou travessia terrestre pela fronteira com a Argentina e embarcou em voo privado em direção a Miami, acompanhado da família.

Já no exterior, Flávio divulgou uma carta aberta na qual sustentou que o país vive sob um “regime de exceção” e alegou fraude no processo eleitoral, sem anexar laudos ou provas periciais. Na versão inicial do documento, o senador autodeclarou-se “verdadeiro presidente eleito”, trecho que foi retificado minutos depois para a expressão “líder do Brasil”.

A lisura e o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram reconhecidos formalmente por órgãos internacionais de fiscalização e pela direção nacional do Partido Liberal.

Fonte: Contilnet

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