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Falta de ultrassonografias deixa pacientes sem atendimento em Feijó

Pacientes de Feijó enfrentam dificuldades para realizar exames de ultrassonografia na rede pública municipal após o encerramento do contrato que garantia a oferta do serviço. A situação foi relatada ao ac24horas por meio de uma denúncia anônima nesta quinta-feira (29).

Sem uma nova contratação concluída, a Prefeitura de Feijó admite que não consegue atender todos os casos e tenta encaminhar mulheres grávidas para a maternidade do município. Segundo informações apuradas pelo ac24horas, a gestão decidiu não renovar o contrato anterior após divergências com a empresa responsável pelo serviço. O impasse envolvia o modelo de atendimento, com a realização de mutirões que, segundo informações, poderiam levar pacientes a esperar até 20 dias pelos exames.

Em entrevista ao ac24horas, o prefeito Railson Ferreira (Republicanos) afirmou que a oferta de ultrassonografias deverá ser regularizada em aproximadamente 20 dias, com a conclusão de uma nova licitação. Segundo ele, o novo contrato deverá estabelecer exigências para garantir maior frequência na realização dos exames e evitar que os pacientes dependam exclusivamente de mutirões.

“Estou fazendo um novo [contrato] e colocando a cláusula lá que tem que ser diária o fornecimento”, afirmou.

Enquanto a nova contratação não é concluída, a prefeitura tenta garantir o atendimento de parte das pacientes por meio da maternidade de Feijó. Railson explicou que a gestão está intermediando o encaminhamento de mulheres grávidas para a realização de ultrassonografias na unidade, mas reconheceu que a alternativa não é suficiente para atender toda a demanda.

“As mulheres grávidas, nós estamos intermediando que alguns casos elas sejam atendidas pela ultrassom da maternidade de Feijó, para que não fiquem desassistidas. Os outros casos, nós não estamos de fato conseguindo atender porque eu estou sem contrato”, declarou.

O prefeito também afirmou que a interrupção ocorreu em razão do encerramento do contrato, e não por falta de recursos para custear os procedimentos. Segundo ele, a prefeitura discordava do modelo de atendimento adotado pela empresa, que previa a concentração dos exames em mutirões.

Railson disse que tentou negociar a realização dos procedimentos diariamente ou, pelo menos, três vezes por semana, para reduzir o tempo de espera dos pacientes. Como não houve acordo, a gestão optou por não renovar o vínculo e preparar uma nova contratação.

O prefeito contestou ainda a interpretação de que a gestão tenha decidido deixar de oferecer o serviço. “Desde o início da nossa gestão, nunca deixamos de ter ultrassom. A gente sempre teve ultrassom. Parou agora porque o contrato acabou. Nós já estamos trabalhando”, disse.

Lucas Vitor

Com informações do ac24horas

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