Segundo Lula, o uso dessas ferramentas deverá ganhar espaço ao longo da disputa eleitoral./Foto: reprodução
A criação de uma inteligência artificial brasileira foi defendida pelo presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante agenda realizada neste sábado (22), no Rio de Janeiro. Para o presidente, o país precisa ampliar os investimentos em educação, tecnologia e formação de profissionais para desenvolver ferramentas próprias e diminuir a dependência de outras potências.
Em seu discurso, Lula afirmou que o domínio da inteligência artificial se tornou uma das principais disputas no cenário internacional. Segundo ele, os Estados Unidos concentram cerca de 70% do mercado, enquanto a China possui uma participação entre 15% e 20%.
O assunto foi abordado durante um evento no Estádio Moça Bonita, que marcou o lançamento da campanha de Eduardo Paes (PSD) ao Governo do Rio de Janeiro.
Diante desse cenário, o presidente defendeu que o Brasil busque um caminho próprio no desenvolvimento da tecnologia, com investimentos na formação de especialistas em áreas como matemática, engenharia e inteligência artificial.
“Eu quero formar muita gente em matemática, em engenharia, inteligência artificial, porque o Brasil não quer copiar modelo chinês ou modelo americano. É inteligência artificial falando em português”, afirmou.
Lula também citou o potencial brasileiro no setor e destacou que o país possui um banco de dados que, segundo ele, pode contribuir para o avanço de uma tecnologia desenvolvida nacionalmente.
Além da defesa por investimentos, o presidente aproveitou o discurso para alertar sobre os possíveis impactos da inteligência artificial durante a campanha eleitoral. Lula afirmou que a tecnologia poderá ser utilizada para a criação de imagens e vídeos falsos envolvendo candidatos, com o objetivo de disseminar desinformação.
Segundo Lula, o uso dessas ferramentas deverá ganhar espaço ao longo da disputa eleitoral. “Nessa campanha vai ter muita inteligência artificial, porque o lado de lá não sabe dizer a verdade, só sabe mentir. Eles vão trabalhar com inteligência artificial”, declarou.
A fala ocorre em meio ao crescimento do uso de ferramentas capazes de gerar e manipular imagens, vídeos e vozes, ampliando o debate sobre os desafios da desinformação e os impactos da inteligência artificial no processo eleitoral.
Sávio Buriti, ContilNet







