A senadora eleita pelo Partido Liberal (PL) do Distrito Federal agradeceu, em uma publicação nas redes sociais, aos políticos e aliados da família que participaram da campanha do enteado.
Na sequência, pediu aos apoiadores do bolsonarismo que não se deixem levar por “enganos daqueles que sempre semeiam o ódio, a mentira e provocam a nossa divisão em troca de likes e engajamento”.
“Vivemos tempos difíceis. Precisamos refletir e, só depois, agir (…) O meu marido ressalta que é momento de união e não de procurar culpados”, escreveu, ao comentar que tem conversado com Jair Bolsonaro.
Essa foi a primeira manifestação pública de Michelle sobre a derrota de Flávio no segundo turno, no último domingo, contra Lula da Silva. Nos dias anteriores, ela havia sido criticada nas redes sociais por permanecer em silêncio.
A declaração ocorre em meio à reorganização do bolsonarismo e da direita após o resultado eleitoral e a ida de Flávio para os Estados Unidos, na quarta-feira.
A viagem surpreendeu aliados e provocou irritação entre integrantes do mesmo grupo político. O senador afirmou que pretende liderar a oposição à distância e sustentou, sem apresentar provas, que houve fraude nas eleições. O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, e o candidato a vice na chapa, Alfredo Gaspar, reconheceram o resultado.
Na quarta-feira, o senador eleito Carlos Bolsonaro, irmão de Flávio, publicou um vídeo após visitar o pai, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. Depois de uma conversa de duas horas com Jair, ele relatou emocionado que pediu perdão: “Desculpa, pai, a gente falhou”.
Michelle também afirmou que o marido agradece aos que se empenharam na campanha de Flávio, dentro das possibilidades de cada um. Entre os nomes mencionados por ela estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), a senadora Damares Alves (Republicanos) e o pastor Silas Malafaia.
Ela acrescentou que Jair se entristece ao ver notícias falsas que atribuem a ele declarações mentirosas e apontam supostos culpados pela derrota.
Identificada como Marinalva do Carmo Gomes, a docente publicou declarações com palavras de baixo calão e manifestações que defendiam atos de violência contra filhos de pessoas que apoiam o presidente. O conteúdo provocou repercussão e levou a pasta a tomar medidas administrativas.
Notícias ao Minuto Brasil | 08:36 – 31/10/2026
Com informações do Notícias ao Minuto







