Na live semanal desta quinta-feira (20), o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), usou as suspeitas de tráfico de influência contra Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para criticar o pai dele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A crise envolvendo a relação de Lulinha com a lobista Roberta Luchsinger e o suposto vínculo de ambos com as fraudes no INSS foram os principais temas da transmissão ao vivo de Flávio para apoiadores.
Segundo Flávio, “pelo modus operandi, o Lulinha não precisa nem fazer teste de DNA. Todo mundo já sabe de quem ele é filho, né?”.
Flávio, inclusive, leu trechos de reportagem da revista Veja publicada nesta quinta, com detalhes sobre o funcionamento da suposta sociedade entre Lulinha e Roberta Luchsinger.
A revista também traz diálogos. Em um deles, a lobista disse que o presidente Lula a chamou e perguntou: “Escolhe onde quer ficar”. Ela, no entanto, não teria aceitado um cargo para se dedicar aos negócios com Lulinha.
Diante da matéria, Flávio voltou a dizer que a crise “chegou direto no gabinete do presidente”. A campanha do candidato tem apostado no tema para se aproximar de Lula nas pesquisas de intenção de voto e reforçar uma associação de corrupção a governos do PT.
Além das críticas ao principal adversário na disputa ao Planalto, Flávio usou a maior parte da live de quase uma hora para se dedicar à economia e à segurança pública, especialmente voltada às mulheres.
Também participaram da live Daniella Marques, que tem ajudado o candidato em pontos econômicos; Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo e candidato a senador; e Alexandre Pittoli, da rádio Auriverde.
Cada um dos convidados teve um propósito. Daniella Marques ficou responsável por falar sobre o endividamento crescente dos brasileiros, a crise do varejo – com destaque para a quebra das Casas Bahia – e propostas econômicas de Flávio.
Ela disse que, se eleito, Flávio cortará despesas desnecessárias, como excesso de viagens e cargos comissionados. A utilização da Caixa Econômica como o “banco da prosperidade” para ajudar as famílias a saírem do vermelho também foi mencionada.
Uma das frases que Flávio mais tem usado ao longo da campanha é de que o “Lula é o caloteiro da esperança”, numa tentativa de se apresentar como alternativa.
Outros focos de Daniella foram as mulheres e o empreendedorismo. Ao apresentá-la, Flávio chegou a comparar a auxiliar a Paulo Guedes, ex-ministro e braço direito de Jair Bolsonaro.
Derrite, por sua vez, contou sobre experiências próprias à frente da segurança pública de São Paulo, também com foco nas mulheres. Citou o uso de tornozeleira eletrônica por agressores de mulheres e o aplicativo SP Mulher Segura.
Na live, Flávio voltou a defender a redução da maioridade penal para 14 anos em caso de crimes hediondos e pediu que os apoiadores só votem em deputados e senadores comprometidos com a medida.
Flávio ainda aproveitou para apresentar uma plataforma com os nomes de candidatos ao Senado apoiados por ele. Entre eles, além de Derrite, citou André do Prado, Michelle Bolsonaro, Bia Kicis e Deltan Dallagnol, por exemplo.
Ao lado de Pittoli, por fim, sem citar nomes diretamente, Flávio criticou o ministro do Supremo Alexandre de Moraes pela investigação que atingiu e revelou a fonte de um jornalista do Maranhão. Para Flávio, a ação fere o sigilo de imprensa e causa prejuízos à liberdade de expressão.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por davialencar.
Conteúdo Original / Fonte: davialencar
Redação ContilNet







