O Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos (EUA) anunciou nesta quarta-feira (20/5) a chegada do porta-aviões USS Nimitz à região do Caribe.
O anúncio ocorre em meio ao aumento da pressão do governo do presidente Donald Trump sobre Cuba e no mesmo dia em que Washington formalizou acusações contra o ex-presidente cubano Raúl Castro por um episódio ocorrido em 1996.
“O porta-aviões USS Nimitz, o grupo aéreo embarcado CVW-17, o USS Gridley e o USNS Patuxent são o epítome de prontidão e presença, alcance e letalidade incomparáveis e vantagem estratégica”, disse o Comando Sul dos EUA em uma publicação nas redes sociais.
Welcome to the Caribbean, Nimitz Carrier Strike Group!
The aircraft carrier USS Nimitz (CVN 68), the embarked Carrier Air Wing 17 (CVW-17), USS Gridley (DDG 101) and USNS Patuxent (T-AO 201) are the epitome of readiness and presence, unmatched reach and lethality, and strategic… pic.twitter.com/83mfzSIKzd
— U.S. Southern Command (@Southcom) May 20, 2026
O USS Nimitz possui 333 metros de comprimento e está em operação desde 1975. Segundo a Marinha americana, trata-se do porta-aviões de propulsão nuclear mais antigo ainda em atividade no mundo.
A embarcação tem capacidade para transportar dezenas de aeronaves militares e conta com uma tripulação de aproximadamente 6 mil pessoas.
Trump fala sobre ‘Libertação de Cuba’
O presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (20/5) que os EUA estão “libertando Cuba” e disse não saber “o que acontecerá depois” com a ilha, horas após o Departamento de Justiça americano formalizar acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro.
Raúl Castro foi denunciado criminalmente nos EUA por um episódio ocorrido em 1996, quando aviões militares cubanos derrubaram aeronaves operadas por um grupo de exilados cubanos anticastristas.
As acusações contra Raúl Castro estão ligadas ao episódio de 1996, quando aviões militares cubanos derrubaram aeronaves operadas por um grupo de exilados cubanos, segundo informações repassadas à agência Reuters por um integrante do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sob condição de anonimato.
As aeronaves pertenciam ao grupo Brothers to the Rescue (“Irmãos ao Resgate”), formado por cubanos anticastristas exilados nos EUA. Os quatro tripulantes morreram, três deles cidadãos americanos.
De acordo com os autos, o ex-presidente é acusado de quatro homicídios, dois crimes de destruição de aeronave e um crime de conspiração para matar cidadãos americanos.
A acusação marca uma escalada da pressão do governo Trump sobre Cuba e ocorre em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre Washington e Havana.
Fonte: Metrópoles








