Rafael Brito de Sá morre após batalha contra doença rara

Imagem: Reprodução/ Instagram

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Morreu Rafael Brito de Sá, o acreano que travava uma dura batalha contra uma aplasia medular gravíssima e que, nas últimas semanas, mobilizou correntes de oração e campanhas de doação de sangue em todo o estado. A notícia foi confirmada por amigos e familiares nas redes sociais, onde se multiplicaram as homenagens a um homem descrito como cheio de vida, generoso e querido por todos que o conheceram.

Rafael foi diagnosticado com aplasia medular gravíssima, uma doença rara que compromete a produção de células sanguíneas pela medula óssea e pode provocar infecções graves, anemia severa e hemorragias. Sem compatibilidade com a irmã para um transplante imediato de medula óssea, ele foi encaminhado ao Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, referência no tratamento da doença.

A família chegou à capital paulista em 11 de julho, e dois dias depois Rafael foi internado para iniciar o protocolo de imunossupressão e quimioterapia, etapa necessária para controlar a doença. Segundo a esposa, Caroline Dantas, o tratamento evoluía conforme o esperado até 18 de julho, quando uma infecção generalizada agravou rapidamente o quadro. No dia seguinte, com comprometimento respiratório, ele precisou ser intubado e transferido para a UTI.

Apesar da gravidade, Rafael respondeu ao tratamento com antibióticos e os exames passaram a indicar melhora progressiva. O cenário mudou, porém, quando a equipe médica se preparava para retirar a sedação: uma tomografia identificou um sangramento intracraniano, tornando necessária uma cirurgia de emergência. “A cirurgia tinha que ser de emergência. Ele corria risco se não fizesse e, se fizesse, também corria muito risco. Foi uma decisão muito difícil, mas confiamos em Deus”, relatou Caroline na ocasião.

Rafael chegou a superar as primeiras 72 horas após o procedimento, permanecendo em coma induzido para proteger o cérebro e favorecer a recuperação neurológica, enquanto os médicos monitoravam as funções neurológicas, a resposta da medula óssea e os índices sanguíneos. A luta, no entanto, não resistiu às complicações do quadro.

Ao longo de todo o tratamento, a comunidade acreana se uniu em solidariedade. Familiares e amigos organizaram uma campanha de doação de sangue no Hemoacre, em Rio Branco, que incentivava também o cadastro de doadores de medula óssea e plaquetas. Correntes de oração mobilizaram moradores de todo o estado em apoio à recuperação de Rafael.

Nas redes sociais, as homenagens tomaram conta dos perfis de amigos. “Sem acreditar ainda que um amigo tão querido como o Rafael tenha partido tão novo, tão cedo”, escreveu Willamis Franca, que o descreveu como “um verdadeiro príncipe na forma de tratar as pessoas” e lembrou os gestos de amizade que marcaram a convivência entre os dois. “Descanse em paz, meu amigo Rafael. Que sua passagem seja de luz. Você partiu cedo demais, mas deixou marcas que o tempo não será capaz de apagar”, completou.

Rafael Brito de Sá deixa a esposa, Caroline Dantas, e um filho pequeno.

Rebeca Martins

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