Rodrigo Santoro diz que está aberto a voltar às novelas

Rodrigo Santoro diz que está aberto a voltar às novelas

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Rodrigo Santoro, 50, é um nome consolidado no cinema do Brasil e do mundo, mas não estranhe se em breve voltar a vê-lo em uma novela. O ator não descarta um retorno ao formato, do qual está afastado há cerca de uma década –sua última participação foi em “Velho Chico” (Globo, 2016).

Segundo ele, a decisão depende da qualidade do projeto, da personagem e do tempo de dedicação exigido pela produção. “Eu comecei nas novelas e não tenho nenhum problema em voltar”, disse ao F5. “Tudo depende do convite, do personagem e do tempo de gravação.”

Na noite de terça-feira (4), o ator esteve acompanhado da mulher, Mel Fronckowiak, no Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro. Ele estava duplamente indicado: concorria à estatueta de melhor ator por “O Filho de Mil Homens” e à de ator coadjuvante por “O Último Azul”. Venceu esta última.

Segundo ele, o reconhecimento funciona como um incentivo para seguir apostando em projetos de maior risco. “Acredito muito na importância do risco, de sair da zona de conforto. Quando você recebe uma indicação, percebe que vale a pena arriscar”, avaliou.

O artista também afirmou que nunca presenciou uma fase tão positiva para o cinema brasileiro. “Participei da retomada do cinema brasileiro no fim dos anos 1990 e acompanho essa trajetória desde então”, disse. “Nunca vivi um momento tão favorável”

Ele destacou que o sucesso recente dos filmes brasileiros como “Ainda Estou Aqui” e “O Agente Secreto” ajudou a aproximar novamente o público de suas próprias histórias e defendeu que esse movimento se transforme em um fortalecimento permanente da indústria. “Espero que a gente não precise mais falar em retomada, mas em continuidade”, disse.

Ao falar da carreira, o ator ainda fez questão de desfazer uma impressão recorrente entre o público: a de que teria deixado o Brasil para morar no exterior. “Eu nunca morei fora do Brasil. Sempre vivi no Rio de Janeiro. Viajo para trabalhar, mas sempre achei muito importante contar as nossas histórias e interpretar personagens brasileiros”, declarou.

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