O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) mantém ações de monitoramento nas granjas e nos criatórios do estado após a confirmação de um novo foco da doença de Newcastle em Santa Catarina. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou o caso na terça-feira (3). Até o momento, não há registro da enfermidade no território acreano.
O foco catarinense é a quarta ocorrência da doença desde que foi declarado o estado de emergência zoossanitária no país. O vírus foi identificado em um estabelecimento avícola de Nova Erechim, durante ações de monitoramento na área de restrição sanitária.
De acordo com o coordenador estadual do Programa de Sanidade Avícola do Idaf, o veterinário Everton Arruda, o órgão realiza ações permanentes de vigilância para impedir a entrada da doença no Acre. O trabalho também inclui a prevenção da influenza aviária.
“O trabalho que desenvolvemos integra as atividades do Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA) e tem como objetivo identificar precocemente qualquer circulação viral, contribuindo para a manutenção do status sanitário do Acre e a proteção da produção avícola. As ações incluem visitas técnicas e coleta de amostras sorológicas, conforme os protocolos estabelecidos pelo Mapa”, afirmou.
A etapa anterior de monitoramento terminou em outubro, e todas as amostras coletadas no Acre tiveram resultado negativo para as duas doenças. Uma nova etapa começou neste mês e vai até junho de 2027. Em cada propriedade monitorada, os técnicos coletam amostras de sangue para obtenção do soro e fazem swabs de cloaca e de traqueia. O método permite detectar a presença do vírus e também identificar sinais de exposição anterior à doença, o que aumenta a capacidade de localizar possíveis ocorrências.
A doença de Newcastle é uma enfermidade viral de alta contagiosidade. Pode atingir mais de 200 espécies de aves, domésticas e silvestres, e causa problemas respiratórios, digestivos e neurológicos. Entre os principais sinais clínicos estão espirros, respiração ofegante, falta de apetite, diarreia esverdeada, asas caídas, dificuldade de locomoção, falta de coordenação motora e torção da cabeça e do pescoço. Uma ocorrência pode causar impactos econômicos significativos para a cadeia produtiva, principalmente por causa das medidas sanitárias que precisam ser adotadas.
Arruda reforçou o papel dos criadores na prevenção. “Orientamos os produtores rurais a manterem a atenção ao comportamento e às condições de saúde das aves. Caso encontrem animais mortos ou percebam qualquer comportamento suspeito, é fundamental não tocar nem movimentar as aves e comunicar imediatamente a suspeita ao Idaf”, declarou.
Da redação ac24horas
Com informações do ac24horas







