O SESI/AC concluiu, neste mês de setembro, a execução do Projeto FortaleSer, iniciativa financiada pelo Conselho Nacional do SESI que tem como objetivo consolidar práticas de promoção da saúde mental e fortalecer uma cultura de cuidado, acolhimento, prevenção e segurança psicológica na comunidade escolar.
Desenvolvido desde junho, o projeto dá continuidade às ações realizadas em 2025 por meio do Projeto Cuidar. A iniciativa promoveu atividades de qualificação técnica para gestores, coordenadores, professores e demais profissionais da educação, além de envolver alunos, pais e responsáveis. A proposta é contribuir para a construção de um ambiente de trabalho e aprendizagem mais saudável, seguro e humanizado.
A etapa de encerramento contou com a participação da especialista em Saúde Mental e Atenção Psicossocial Elisiane Fraga, assistente social que atua na Gerência de Saúde Mental do SESI do Rio Grande do Sul e foi uma das consultoras do projeto. Ela palestrou em encontros com pais de alunos, que tiveram como tema “Além do que os olhos veem”, e também com professores, gestores e demais colaboradores da Escola SESI, cujo tema foi “Cuidar de quem educa”.
“Viemos trazer elementos que são uma síntese do que os professores têm aprendido e se qualificado no âmbito da saúde mental. Temos observado um processo de intensificação de adoecimentos, principalmente na infância e adolescência, mas não só. E a escola acaba sendo o espaço em que muitas dessas questões emergem”, pontuou Fraga.
Segundo a especialista, desde o ano passado a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) vem desenvolvendo materiais e atividades com professores para qualificar as equipes no atendimento às demandas relacionadas à saúde mental no ambiente escolar.
“A proposta é pensar esse processo de valorização da vida, de cuidado e de ensino e aprendizagem dos estudantes, mas pensando realmente a médio prazo e identificando na escola esse espaço muito privilegiado também para poder pensar cuidados”, frisou.

Brigada de Emergência Psicossocial
Uma das principais ações do FortaleSer foi a consultoria presencial para consolidação da Brigada de Emergência Psicossocial, com a presença da especialista Elisiane Fraga, que resultou na formação de uma equipe de brigadistas voluntários para atuar no primeiro acolhimento em situações relacionadas à saúde mental no ambiente escolar. A psicóloga do SESI/AC e gestora do projeto, Hondina Melo, explica que 20 profissionais foram preparados para exercer esse papel.
“Uma equipe de 20 brigadistas foi preparada com três encontros on-line e um presencial. São professores, coordenadores pedagógicos e orientadores que se voluntariaram e terão o papel de realizar o primeiro cuidado, a primeira acolhida em uma eventual situação de crise emocional de um aluno ou de um colega de trabalho. Foram mais de 40 pessoas capacitadas e 20 delas são os brigadistas, a referência dentro da Escola SESI”, salientou.
A capacitação buscou preparar profissionais que estão diretamente envolvidos na rotina dos estudantes para reconhecer sinais de sofrimento e oferecer uma primeira escuta, além de realizar os encaminhamentos necessários para cada situação.

Cuidado com toda a comunidade escolar
Para a gerente de Educação e diretora da Escola SESI, Edilene Aguiar, a segunda etapa do projeto amplia o olhar da instituição para a saúde mental e apresenta técnicas que podem ser utilizadas no cotidiano escolar para lidar, inicialmente, com situações que envolvam estudantes, professores e demais colaboradores.
“Montamos a equipe de brigadistas, com representatividade de todas as etapas de ensino, bem como a equipe técnica e pedagógica. Todos estão preparados para acolher e dar os encaminhamentos devidos para toda a comunidade escolar. Essa é uma temática muito presente atualmente e que exige atenção cada vez maior”, ressaltou.
Aguiar também destaca os impactos da mudança nos hábitos de interação social, especialmente entre crianças e adolescentes, e a necessidade de fortalecer ações de prevenção e cuidado.
“Sabemos que há um número preocupante de crianças e adolescentes enfrentando situações de sofrimento emocional e comportamentos de risco. O tempo excessivo nas redes sociais, a falta de interação presencial e o excesso de telas são fatores que podem potencializar determinados comportamentos. Essa interação mudou significativamente”, afirmou.
A gerente ressalta ainda a integração entre as áreas de Educação e Saúde e Segurança do Trabalho do SESI como um diferencial para ampliar as ações de prevenção e cuidado.
“Temos essa oportunidade de juntar essas duas forças e olhar com um cuidado maior tanto para as crianças, adolescentes e estudantes de uma forma geral quanto para os nossos professores, potencializando essas ações”, sintetizou.
Da redação ac24horas







