Tony Bellotto decidiu fazer um desabafo e também falar sobre o futuro após enfrentar um diagnóstico de câncer de pâncreas. O guitarrista dos Titãs, de 66 anos, revelou que sua principal expectativa para os próximos anos é continuar vivo.
Em entrevista ao jornal O Globo, o marido da atriz Malu Mader, de 60 anos, contou que tem buscado aproveitar a rotina e manter suas atividades, apesar dos desafios impostos pela doença.
“Nos próximos anos, primeiro eu gostaria de continuar vivo. Isso vai ser o suficiente. Vou saber aproveitar a vida como eu estou sabendo agora. Fazendo minhas coisas, fazendo música, escrevendo, me divertindo. E é isso. Ficar vivo, esse é o meu objetivo”, disse.
Tony Bellotto contou que a descoberta do tumor aconteceu em março de 2025, durante a realização de exames de rotina. Desde então, ele passou por uma cirurgia e deu continuidade aos cuidados médicos, incluindo sessões de quimioterapia.
O guitarrista explicou que a experiência alterou profundamente sua maneira de compreender a própria existência. A proximidade com a possibilidade da morte, segundo ele, provocou uma transformação imediata na forma de enxergar o cotidiano. “Um diagnóstico de câncer e, no meu caso, de um tão grave quanto o de pâncreas muda totalmente a sua visão de vida. É instantâneo, quase como entrar numa outra dimensão. Você enxerga a finitude de forma palpável, sólida, à sua frente e precisa lidar com tudo o que vai acontecendo”, disse.
Tony Bellotto também contou que passou a adotar uma postura mais voltada ao presente, inspirado em crenças orientais. “No meu caso, se aproximou muito mais de uma visão, digamos, zen da vida. Como ensinam os os velhos monges chineses e tibetanos, você tem que encarar a cada dia, a cada momento, a realidade que tem e lidar com ela. É uma mudança bastante radical”.
A gravidade da doença também chama atenção pelos índices de sobrevivência. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos, aproximadamente 13% dos pacientes diagnosticados com câncer de pâncreas permanecem vivos cinco anos após a identificação da enfermidade. A baixa taxa está relacionada, entre outros fatores, à dificuldade de detectar o tumor precocemente, já que os sintomas costumam ser pouco perceptíveis nas fases iniciais.
Com informações do Notícias ao Minuto







