Reeleito deputado estadual com 9.273 votos, Edvaldo Magalhães (PCdoB) atribuiu o resultado nas urnas à atuação de oposição ao governo e afirmou que recebeu a votação com “explosão de alegria” e gratidão ao eleitorado acreano. As declarações foram dadas ao Boa Conversa – Edição Aleac, nesta terça-feira (06).
“Explosão de alegria e de muita gratidão com a generosidade do povo do Acre. Não é fácil sobreviver mantendo uma posição de oposição ao poder, fazendo o combate que nós fizemos, porque a gente vira alvo de muitas forças poderosas. Então, receber 9.273 votos foi acima da conta. Então, muito, muito, muito obrigado. Eu tenho uma gratidão profunda pela nossa votação. A votação sempre muito espalhada, eu tive voto em todos os municípios”, pontuou.
O deputado também afirmou que a eleição de Perpétua Almeida para a Câmara dos Deputados corrigiu, em sua avaliação, uma injustiça ocorrida no pleito anterior e defendeu a presença dela na bancada federal como forma de ampliar a pluralidade política do Estado, além de atuar em pautas como direitos dos trabalhadores, soberania nacional e produção acreana.
“Acho que foi corrigida uma injustiça. A Perpétua, na última eleição, ficou fora da bancada federal, não por falta de voto, mas por uma regra injusta que o próprio Supremo depois decretou que era inconstitucional, mas não fez a correção da retotalização, devendo o mandato. E o povo acriano fez agora a justiça, devolvendo a Perpétua para a nossa bancada federal, porque a nossa bancada federal precisava da presença da Perpétua para demonstrar essa pluralidade de forças políticas que representa o Estado do Acre. Ela estava muito, digamos assim, pensada apenas por um lado conservador de extrema direita, e a Perpétua vai ser um ponto de apoio às lutas populares, às lutas em defesa do país, da soberania nacional, do direito dos trabalhadores e também da população acreana”, ponderou.
Edvaldo também afirmou que a Assembleia precisa retomar imediatamente a pauta legislativa após o período eleitoral. Segundo ele, projetos ficaram represados durante a campanha e a prioridade agora deve ser a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
“Olha, nós temos que retomar imediatamente a pauta legislativa. Ela está atrasada, ela está represada. É claro que isso sempre ocorre na medida em que você tem uma disputa eleitoral, uma eleição em que a corrida é curta, é tiro curto, 45 dias. É necessário você ter uma concentração na campanha, mas acredito que agora todo mundo será chamado. A Mesa Diretora deve fazer isso. Eu já estou conversando com alguns também sobre isso, para a gente fazer aqui o mutirão, porque nós precisamos terminar bem essa legislatura. E, para terminar bem, tem que votar. E o primeiro grande desafio é aprovar uma LDO que seja de acordo com aquilo que nós já tínhamos discutido e, inclusive, acordado no âmbito das comissões”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de uma força-tarefa ainda nesta semana, o deputado afirmou: “Acho que essa semana ainda não, mas provavelmente dá para poder construir o ambiente para a gente, a partir da terça-feira, conseguir dar conta dessa pauta”, ressaltou.
Sobre o segundo turno da eleição para o governo do Acre, entre Alan Rick e Mailza, Edvaldo afirmou que não pretende negociar individualmente um eventual apoio e defendeu uma discussão interna entre os partidos que integram o campo progressista.
“Olha, a primeira coisa é que eu não estou querendo ser chamado para conversar, porque geralmente, quando a pessoa chama para conversar, é para fazer algum entendimento que não é público. Nós vamos fazer uma discussão interna no nosso partido. Nós devemos fazer um debate também interno no âmbito da nossa federação, juntamente, inclusive, com os candidatos majoritários que disputaram a eleição, tanto para o Senado quanto para governador, para poder a gente procurar construir um entendimento e um posicionamento o mais unitário possível”, afirmou.
Edvaldo também afirmou que não pretende participar de uma disputa entre os candidatos sobre quem representa posições mais à direita.
“Mas, nessa briga de quem quer ser mais de direita, de quem quer ser mais de extrema-direita, eu não sou. Se for convidado, eu não vou, e eu não sou animado para ficar me abraçando com aqueles que querem se apontar de extremistas, seja quem for”, ponderou.
O deputado ainda avaliou que o próximo governo terá de enfrentar dificuldades nas contas públicas e defendeu equilíbrio na condução da administração estadual.
“Acho que, para governar o Acre, vai precisar de muito equilíbrio e depois de muita transparência, porque esse Estado está quebrado. Nós vamos ter tempos adversos pela frente, com a Previdência quebrada, com as finanças solapadas e com muita dificuldade para serem gerenciadas as finanças do Estado no próximo ano. Então, é preciso olhar para isso”, finalizou.
Lucas Vitor
Com informações do ac24horas







